A CHAPA TÁ QUENTE
Protestos que rolaram hoje mundo afora 
Copenhagen: os caras não conseguem entrar num acordo sobre a redução da emissão gases poluentes para combater o aquecimento global e ONGs ambientalistas entraram em ação. Com quatro outdoors expostos no aeroporto de Copenhagen que trazem Lula, Obama, o presidente russo Medvedev e o chefe de governo espanhol José Zapatero, com o seguinte texto: "Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas... mas não impedimos". 
São Paulo: Camelôs protestam na 25 de março. 
Brasília: Manifestantes invadem a Câmara do DF para protestar contra o mensalão do Arruda. O próximo passo agora a ser dado pela sociedade é invadir o novamente Congresso Nacional, como ocorreu em 2006. 
Santa Catarina: Cansada de esperar a loja ir montar seu sonho de consumo, esta tia foi para a frente da loja com este cartaz e fez seu protesto solitário. Espírito punk contra o consumismo exagerado do período natalino e um tipo de problema que muita gente deve passar neste final de ano de incentivo à gastança. Só faltou ela ter escutado o "Tente Mudar o Amanhã", em vinil, antes de sair de casa 
Goiânia: Fica registrado o meu protesto, em algum buteco da cidade, por causa da morte do Lombardi. Não quero nem imaginar quando chegar a vez do Patrão. Damn! ---------------------------------------------------------------- É isso aí, só hoje teve gente protestanto também nas Filipinas por direitos humanos e no Irã por alguma causa religiosa. A chapa tá esquentando e espero que em 2010 o número de ações desse tipo tripliquem. Mas como disse o Comissário Gordon em algum momento do filme O Caveleiro das Trevas: "a noite é sempre mais escura antes do amanhecer".
Escrito por Hate&Whisky às 18h13
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. * . * . * . C O R J A

“Não encontramos outra forma de expressar toda nossa revolta contra o establishment do que fazendo canções de amor ao mundo, expressas através de gritos, peso e distorção”. Há 11 anos na estrada e hoje formado por Daniel (bateria), Segundo (baixo) e Camboja (guitarra), o Corja iniciou suas atividades tocando um som que mesclava rap e hardcore com letras engajadas. Entre uma formação e outra e participações em pequenos festivais locais, em 2002 a banda assumiu uma postura mais pesada com um som baseado no crossover thrash metal/hardcore com influências que passavam pelo grindcore ao jazz, hard-rock setentista e funk. A partir daí, a banda continuou sua saga por festivais e shows, se apresentando inclusive no Fórum Mundial Social de 2003, em Porto Alegre. Também lançou a demo-tape "As Incríveis Aventuras de Bush the Kid Contra o Império do Mal", o CD-R "Fogo na Patricinha" e participou da coletânea "Não Nasci Para Ser Herói", lançada pelo selo paulista Agah Records. Após a saída do vocalista Alysson, a banda se tornou um trio com Camboja e Segundo se revezando nos vocais, e no dia 1 de setembro de 2006 lançou seu primeiro CD completo, “Al Qaeda's Greatest Hits”. Nesta última semana de muita chuva em Goiânia, a banda entrou em estúdio para a gravação de seu segundo álbum, Justiça Au Go Go, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2010, e que mostra o amadurecimento do trio em 12 novas músicas, que prometem surpreender quem já curtiu o trabalho anterior. O novo trabalho conta ainda com a gravação de duas faixas captadas no sistema analógico, que deverão ser utilizadas no lançamento de um compacto em vinil. O Dr. Gori bateu um papo com o baixista e vocalista Segundo, que inspirado, falou sobre o novo cd, cena underground, e sobre a merda de mundo em que nos encontramos hoje. . * . * . * .
O novo álbum do Corja se chama Justiça Au Go Go, e pelo título, a impressão que se tem é que as letras serão mais ácidas do que em Al Qaeda´s Greatest Hits. Quais serão os temas tratados neste próximo álbum? As letras e o som estão mais ácidos sim, e acho que conseguimos sair do clichê geralmente utilizado por bandas de protesto. Tentamos ao invés de tratar de temas imediatos, falar sobre coisas mais profundas e atemporais. Enquanto no Al Qaeda´s... as letras eram num ponto de vista de um narrador-observador de fatos cotidianos, no Justiça Au Go Go buscamos analisar certos fatos de uma forma mais profunda, tratando dos temas de forma universal, sem ser muito específico a uma região ou ocasião. Procuramos buscar soluções mais filosóficas para as letras de forma que tentamos fazer com que quem as leia possa pensar e tirar as conclusões por si mesmo, ao invés de simplesmente jogarmos verdades e denúncias. Acho que tanto o som quanto as letras tem um caráter mais reflexivo. Acreditamos que o que mais se deve fazer no mundo em todos os aspectos, seja político, econômico, tecnológico ou social, devemos pensar muito bem e mais que nunca antes de agirmos. Hoje parece ser uma mania das pessoas agirem sem pensar. Tá na moda! E podemos ver os reflexos disso em como as pessoas simplesmente não se importam, apenas aceitam o que lhes é imposto. Algumas relações de trabalho e cargas horárias seriam impensáveis em outras épocas por exemplo, acho que é impensável para algum jovem de dez, quinze anos atrás se submeter a empregos de carga horária longa (até mais de 12 horas em alguns casos, sem hora extra) sem odiar seu emprego mortalmente. Hoje se trabalha em call center e lojas de shopping de segunda a segunda com um sorriso estampado na cara. O mundo está mais conservador, as pessoas mais recalcadas, todo mundo acha que sabe de tudo demais pelas facilidades tecnológicas, celebridades instantâneas e quantidade de informação disponível. Além disso, os sites de relacionamento nos lembram constantemente de que o mundo agora é virtual, só que nos esquecemos que nós somos reais e como seres humanos necessitamos de relações reais com pessoas reais, precisamos ler livros, ouvir discos, sair às ruas. As pessoas estão deixando de fazer isso. Hoje em dia se você parar numa praça e sentar e ficar à toa observando a paisagem já é motivo de desconfiança de todo mundo, as pessoas olham feio pra você, a polícia te pára. As pessoas têm medo de sair às ruas e acreditam no fantasma do medo que a mídia e o sistema impõem, nos dias de hoje qualquer pessoa é um inimigo em potencial, é uma ameaça. As pessoas estão mais medrosas, mais passivas, mais intolerantes, mais obedientes e parecem sempre precisar de que outras pessoas pensem por elas. Isso tudo não é novidade, a grande novidade é que antigamente encontrávamos sempre de tempos em tempos uma leva de insatisfeitos que sempre dava um jeito de burlar o sistema e registrar seu protesto, as pessoas eram bem mais inconformadas com tudo, sempre se discutia sobre política desde a mesa do bar mais tosco até a mesa de um restaurante chique. As pessoas se encontravam mais, saíam mais, tinham menos medo de conviver umas com as outras, e hoje fazem tudo dentro de casa com uma facilidade incrível, fazendo com que até mesmo sair pra dar uma caminhada num dia de sol se torne um ato político de resistência. As pessoas têm tanta informação e tantas referências que acabaram se tornando desinformadas e sem referência alguma. Portanto, nossas letras tentam seguir essa idéia de que estamos em meio a uma mudança, mas não temos um rumo a seguir e nos perdemos no meio de tudo isso, e pra piorar tudo ninguém ao menos está interessado em achar esse rumo, muito menos em seguir para direção alguma. O caos se tornou uma droga eficaz para manter as pessoas controladas e sempre consumindo. Sobre o que tratam as novas letras? Esse é o apanhado geral sobre as nossas letras. Citando apenas uma frase de uma delas, "Epifania": Tentamos mudar o mundo, mas não sabemos o que fazer! Fora isso, por exemplo "68" fala dos hippies revolucionários da Era de Aquário que hoje são respeitáveis empresários e executivos trabalhando para o mesmo sistema que eles combateram com tanto afinco 40 anos atrás. É uma homenagem às avessas aos 40 anos da contracultura. "Chinaski" é uma homenagem ao principal alter-ego do escritor Charles Bukowski, louvando seu estilo de vida errante e suas atitudes politicamente incorretas. "Não compre jornais, minta você mesmo" fala sobre a deturpação das notícias via mídia de massa em nome de seus anunciantes e de todo esse espetáculo jornalístico nojento que assola a humanidade como um todo, propagando a burrice e a ignorância ao invés da opinião própria de cada indivíduo e do debate de idéias. "Lusco Fusco" fala sobre o mal do nosso século: a depressão. "Brigada do A" é uma homenagem aos anarquistas de todas as épocas e lugares. "Cena organizada, idéias idiotas" fala sobre a profissionalização e marketização do rock independente e da falta de atitude roqueira genuína das pessoas que freqüentam esse meio, fazendo com que o rock que sempre foi visto como ferramenta de protesto seja encarado apenas como mais uma ferramenta do sistema, transformando produtores em burocratas do governo, as bandas em produtos plastificados e o público em meros consumidores. E por ai vai... [precisei dividir em duas partes porque esse lixo de blog não aceita mais do que 19.000 caracteres por post]
Categoria: ENTREVISTAS
Escrito por Hate&Whisky às 16h18
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... [parte 2 entrevista Corja]
O som da banda também sofreu uma evolução e está mais sombrio, e as diversas influências da banda que já se mostraram coesas no primeiro álbum devem se estabelecer de vez neste trabalho. É neste sentido que você afirma que o novo álbum vai surpreender? Cada música nova que a gente fazia era uma superação para nós, fizemos coisas que jamais imaginaríamos que daríamos conta! Flertamos com estilos que não estavam presentes no primeiro álbum como o post-hardcore e o jazz fusion, e tocar isso demanda uma técnica bem maior, não que tocar crossover, hardcore, thrash e death metal seja uma coisa fácil. O que realmente vai surpreender nesse novo álbum é a coesão, é misturar todos esses estilos sem soar datado, sem soar falso, sem soar chato e ainda manter a identidade da banda. Com certeza foi um grande desafio pra gente e por mais que nos esforçamos temos certeza que não serão todas as pessoas que entenderão a nossa proposta, percebemos isso nos shows, pessoas muito puristas e radicais tendem a não gostar do som da gente. Nem do som nem das letras. Mas isso tem a ver com o objetivo inicial da banda. Lá em 1998 nós não queríamos fazer uma banda de hardcore genuíno porque já existiam milhares dessas bandas fazendo isso melhor que a gente. Não queríamos uma banda de metal porque não tínhamos competência para tanto, então resolvemos tentar criar nosso som do jeito que a gente dava conta de tocar, tendo tudo que a gente ouvia como referência e, nós ouvíamos e ouvimos muita coisa. O som do Corja hoje é apenas um reflexo dessa idéia inicial a diferença é que diferente várias bandas da nossa geração nós não paramos no tempo e continuamos a produzir muito e continuamos a evoluir como banda, nós três aprendemos a tocar no Corja, então a banda mostra não só nossa evolução como instrumentistas, mas também como indivíduos e como de praxe ainda temos muito a melhorar em ambos os aspectos. Não nos acomodar sempre foi um objetivo de vida pra nós três e esperamos poder cumprir com isso. O som está mais sombrio porque estamos em tempos mais sombrios com certeza, esse começo de século de crise, alienação, consumismo, ditadura das multinacionais e de um surpreendente avanço da direita e dos setores religiosos deixaram pessoas como nós mais enclausuradas, mais oprimidas, mais tristes, mais depressivas... Então não encontramos outra forma de expressar toda nossa revolta contra o establishment do que fazendo canções de amor ao mundo, expressas através de gritos, peso e distorção. Não há, pra gente, como fazer canções felizes pensando em guerra, fome, alienação, miséria e desgraça. Qual é a posição do Corja no underground atualmente? Como não temos condições financeiras e de tempo para poder tocar fora, fazer tours e coisas que toda banda deveria fazer, e como temos uma resistência enorme por parte dos produtores de eventos e do público (inclusive o de rock pesado), em tocar em nossa cidade natal e agradar ao público daqui, passamos muito mais tempo ensaiando e fazendo músicas novas do que qualquer outra coisa. Quando dá vontade a gente organiza um show para os nossos amigos, e o fato de eu ter a Two Beers ajuda nisso, mas somente nisso, pois o Corja não tem a mesma repercussão do que as outras bandas do selo. De uma certa forma parece que não encontramos nosso público ainda, e isso implica em enormes dificuldades de aceitação e reconhecimento. Ainda mais mantendo a postura do it yourself que a gente faz questão de seguir a cartilha, é tudo bem mais trabalhoso, e também mais prazeroso quando se toma as rédeas da sua própria banda. Seria muito fácil a gente arrumar um produtorzinho bombado para espalhar nosso som pelos quatro cantos do país, mas nós gostamos de nós mesmos entrar em contato com as pessoas envolvidas nas cenas de outros locais, de fazer trocas e intercâmbios. É muito difícil trabalhar com arte no Brasil, ainda mais uma banda como o Corja que não segue exatamente um estilo pré-determinado. Perdemos muito com isso, mas no fundo não estamos preocupados com fama, sucesso, dinheiro e reconhecimento. São coisas que não fazemos muita questão de correr atrás. Se rolar não vamos achar ruim, mas nunca moldamos a banda para esse tipo de coisa, então como bons amigos nos trancamos em um estúdio uma vez por semana e fazemos nossa música, queremos passar nossa mensagem às pessoas, com certeza. Queremos que as pessoas ouçam nossas letras, entendam nossa mensagem e reflitam sobre suas próprias vidas, porém se fizermos determinadas concessões midiáticas estaremos traindo a nós mesmos. Não queremos ser hipócritas para falar mal da sociedade e do governo e depender deles para sobreviver como banda, então escolhemos o caminho mais difícil e acreditamos suficientemente em nosso potencial para poder segui-lo. O que importa mesmo é dar continuidade à nossa obra da forma que sempre fizemos e provar para as pessoas que os ideais contraculturais da adolescência também têm espaço na vida adulta, se nos esforçarmos para mantê-los e conseguirmos através da leitura, da arte, da resistência e da ação estabelecer uma forma de vida diferente da que nos é empurrada pela sociedade burguesa. Ter uma banda de rock aos 30 anos não é sinal de uma adolescência tardia e sim uma evolução dessa adolescência para algo bem mais sublime do que simplesmente só trabalhar, pagar contas e constituir família. Voltando ao novo trabalho, por que vocês optaram por gravar apenas duas faixas no sistema analógico? Porque a gente é quebrado demais pra gravar um álbum inteiro no sistema analógico. Três anos é um espaço de tempo interessante entre o lançamento de dois trabalhos. O que aconteceu com a banda neste período? Começamos a compor o Justiça Au Go Go quando o Al Qaeda´s Greatest Hits ainda nem tinha sido lançado, então nesses três anos não paramos nenhum minuto sequer de produzir. O Justiça Au Go Go foi o que aconteceu com a banda neste período, as letras e o som refletem isso, esse é o verdadeiro sentido de compor e gravar um álbum: mostrar o que aconteceu com a banda num determinado período de tempo, isso é a arte inserida no contexto de uma banda de rock. Um álbum deve demonstrar o que foi produzido durante certo período de tempo por uma banda, e isso é o que une as canções e trasforma um álbum em algo artístico. Fora isso, tocamos em algumas cidades aqui perto como Brasília e Uberlândia e tocamos algumas vezes em Goiânia. O Camboja teve um filho [n.e.: na verdade ele adotou uma criança, coisa que mais gente deveria fazer], eu entrei no mestrado em Filosofia e o Daniel voltou a estudar Direito. Tirando isso nada de muito novo... Qual a previsão de lançamento do novo trabalho e o que vocês esperam após o lançamento de Justiça Au Go Go? Esperamos lançar esse novo álbum até o meio de 2010, e depois esperamos que mais pessoas ouçam, gostem ou não gostem, e que as que gostarem nos convidem pra tocar em suas cidades. Esperamos tocar mais fora de Goiânia, tocar mais em Goiânia, distribuir melhor o disco e pessoalmente eu estou louco pra gravar esse disco logo pra poder voltar pro meu violão e fazer mais músicas novas pra daqui uns dois ou três anos, ou quem sabe até antes ,lançar outro álbum do Corja. Espaço aberto. Obrigado ao Dr. Gori pela entrevista, e obrigado a você que está lendo. Aí vai nosso myspace para aqueles que não conhecem nosso som: www.myspace.com/corja. Valeu Heavinho e, para os que nos leêm e escutam: nunca traiam seus ideais por conforto ou dinheiro, a vida pode ser mais difícil nadando contra a corrente, porém a recompensa de ser íntegro e manter seus princípios vale o sacrifício. Não deixe os bastardos te esmagarem! Um outro mundo é possível, basta se esforçar, basta lutar, basta não se entregar, só assim podemos atingir a felicidade plena! Lute! Resista! Acredite! Viva intensamente! www.myspace.com/corja
Categoria: ENTREVISTAS
Escrito por Hate&Whisky às 16h05
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UH, É SÉRIE A!

Escrito por Hate&Whisky às 12h28
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CELEBRIDADE MAIS QUE INSTANTÂNEA
Finalmente a mídia brasileira usou a carga máxima de toda sua mediocridade e conseguiu criar mais um celebridade instantânea para ter algum assunto para preencher com alguma abobrinha portais na internet, páginas de jornal impresso e televisivo, e também aqueles programas infames que lotam as manhãs e tardes da grade televisiva nacional. Não bastasse a baixaria que rolou na Uniban no dia do incidente, e depois com uma atitude equivocada (queima-filme mesmo) com expulsão de Geisy, rola um papo de bastidor por aí que duas apresentadoras da Rede TV! quebraram o pau para ver quem levaria a menina do vestido vermelho primeiro em qual programa. O caso Geisy tomou o lugar no noticiário de assuntos como o apagão da semana passada e a violência urbana, as eternas CPIs em Brasília e a sucessão presidencial, as emoções finais dos campeonatos das série A e B, os conflitos latino-americanos e as estrepolias do vírus H1N1 no hemisfério norte, o lançamento de Crepúsculo - Lua Nova (lotados de adolescentes emo) e ainda a morte de Herbert Richers (a Sessão da Tarde está de luto!). Momentos antes da moça virar celebridade (até então a história era apenas um mal entendido), Allan Sieber soltou isso aqui em seu blog. 
Então. Engraçado mesmo é a gama de manchetes inusitadas que encontramos ao digitar Geisy Arruda no Google. Qualquer movimento dela vira notícia. De quase-vítima de linchamento de fascistas universitários, a agora quase-celebridade está na crista da onda. De interessante mesmo, vamos esperar sair a Playboy com a moça na capa, e quiçá, uma produção da Brasileirinhas. Enquanto isso não acontece, veja como a o fato conseguiu produzir todo tipo de notícia tosca. Passistas da Porto da Pedra vão receber Geisy usando minissaias O que será do futuro de Geisy? Geisy, da Uniban, exibe look moreno após visitar cabeleireiro Cabeleireiro de Sônia Abrão deixa aluna da Uniban morena De burca, Geisy Arruda diz que vai leiloar vestido Geisy pode ser massacrada se voltar à Uniban, diz advogado `Casseta & Planeta´ convida Geisy para estudar na "Uniburka Uniban: MEC arquiva pedido de explicação sobre Geisy Arruda Reitor da Uniban revoga expulsão de Geisy Arruda Imprensa estrangeira mostra surpresa com caso de aluna hostilizada Tumulto na Uniban ganha axé de protesto no YouTube 'Minha vida está uma bagunça', diz Geisy Alunos da Unitalibã calam sobre volta da Geisy Porto da Pedra vai convidar Geisy Arruda para desfilar no RJ Após escândalo, Geisy Arruda muda visual Boninho usa Geisy Arruda para alfinetar "A Fazenda" Boninho alfineta Geisy e dá indireta para A Fazenda Geisy virou celebridade Sexxxy World confirma contato com Geisy Arruda para pornô Jornal já especula carreira de celebridade de Geisy Arruda Geisy Arruda e Alinne Moraes na mira da Playboy Estudante da Uniban, Geisy Arruda, pode ser capa da Playboy Apresentadoras do Video Show tietam Geisy Arruda Cabeleireiro de Geisy foi demitido pela chefia da Rede TV! Geisy Arruda, da Uniban, pode estrelar campanha de lingerie SBT quer levar Geisy Arruda para o 'Esquadrão da Moda' Caem na rede supostas fotos da Geisy Arruda de biquíni Geisy Arruda rumo à canonização
Escrito por Hate&Whisky às 17h59
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TWISTED SISTER

Olha a cara de alegria de quem estava vendo o TS de perto. O cara se vestiu de Dee Snider. Inacreditável. Para quem não foi, igual a mim, dá para matar a vontade (ou morrer de inveja) vendo outras fotos cheias de estilo aqui: http://territorio.terra.com.br/rockonline/galeria/?c=353.
Escrito por Hate&Whisky às 17h54
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InfelizmenteA tua voz está cansada e rouca Pois não falamos pela mesma boca E o teu corpo então é gordo e calvo O teu lençol já não é limpo e alvo Não advinhas de quem és escravo Nem o que pode causar tal estrago Eu sei porque vives feliz e calmo É porque achas que estás são e salvo Tua mulher não quer criar teus filhos E tu não queres dividir teus grãos de milho E mesmo assim eis que aí vem de novo Tua parceira vai por mais um ovo Mas tu não sabes do que tenho fome Pois não nos chamam pelo mesmo nome E quando comes te redeiam moscas É porque usas sempre as mesmas roupas Mas se perderes tudo até as calças Só vão te dar algum caixão sem alças E quando enfim chegar a tua hora Não vão pôr flor ao pé da tua cova Download: http://oblogdovictor.blogspot.com/2008/12/tits-jesus-no-tem-dentes-no-pas-dos.html
Escrito por Hate&Whisky às 14h56
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DOSES DE SARCASMO




Escrito por Hate&Whisky às 18h54
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RAFAEL SICA

http://rafaelsica.zip.net/
Escrito por Hate&Whisky às 14h41
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TÁ PERTO!

Escrito por Hate&Whisky às 12h39
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PENSE NO ASSUNTO Lembra daquele papo que eu disse aqui dias atrás sobre a enxurrada de informações, e nada de conhecimento, e também sobre a falta que os conteúdos de História fazem aos cursos de Comunicação da atualidade? Vejam só que Coluna Antissocial o mestre Alberto Dines lançou hoje no Observatório da Imprensa. Leia e medite, pois se você ainda não percebeu, essas aberrações da mídia afetam diretamente o seu dia a dia. ------------------------------------------------------------------------------------------- FIM DO MURO E DA CORTINA Mídia cobriu a festa sem entender Por Alberto Dines em 10/11/2009 A eufórica rememoração dos 20 anos da derrubada do Muro de Berlim logo seguida pelo destroçamento da Cortina de Ferro necessita de alguns contrapesos. A mera exaltação em torno de triunfos produz perigosos desvios cuja soma pode resultar na subversão dos fatos. A mídia – internacional e brasileira – tem se mostrado exímia em simplificar os significados da derrubada daquela barreira entre as duas Alemanhas. Com as mesmas imagens, sutis manipulações lingüísticas e rememorações incompletas fabrica-se uma História virtual, reduzida, diferente da real. A queda do muro berlinense e o fim do império soviético não significaram o fim do socialismo. Essa balela não honra uma imprensa qualificada que se pretende isenta e livre. O que caiu – de podre – foi o comunismo, sobretudo a sua versão stalinista, estúpida, sanguinária, totalitária. O socialismo democrático, ou mais precisamente a social-democracia, não foi despedaçado a golpes de martelo e picareta em 9 de novembro de 1989. Ao contrário, forneceu o cimento de altíssima qualidade para a construção não apenas da República Federal Alemã, a Alemanha Ocidental, como do Mercado Comum Europeu na qual se alimentou e prosperou. Mesmo quando fora do poder o Partido Social Democrático Alemão (SPD) conseguiu manter todas as características de um welfare-state, estado previdencial, rigorosamente democrático, herdeiro legítimo do humanismo da República de Weimar. Imperiosa outra correção de caráter histórico-filológico: o liberalismo vitorioso não foi propriamente o liberalismo político, essencialmente democrático, mas o econômico (logo depois apelidado de neoliberalismo), aquele que abomina a função reguladora e social do Estado. O chanceler Helmuth Kohl representava o conservadorismo alemão, mas comparado com os congêneres de outros rincões, sobretudo o anglo-americano, poderia ser qualificado como progressista. Margaret Thatcher e George Herbert Walker Bush representavam o capitalismo agressivo, sem controles, implacável. Este mesmo capitalismo que se estatelou em 2008 e agora Barack Obama e Mikhail Gorbachev tentam consertar. Messianismo futurista Examinados pelo espelho retrovisor e com um intervalo de duas décadas, estes equívocos podem parecer insignificantes. Na realidade, foram os responsáveis por uma ilusão extremamente perigosa. A partir de 1989 – e mais visivelmente a partir de 1991 – o mundo foi intoxicado por um monolitismo medieval. E a mídia foi o arauto de uma diabólica arrogância que não apenas liquidou o Outro, como liquidou as noções de alternativa e alternância. Fomos empurrados prematuramente para a era da Infalibilidade e das Certezas; o triunfalismo de 1989 não deixou lugar para as dúvidas, questionamentos e ceticismo. E a imprensa só existe, só funciona e só é necessária quando consegue vocalizar dúvidas, questionamentos e ceticismo. O desvario da mídia brasileira começou justamente nesta época. Foi a fase da "brindologia", farta distribuição de brindes encartados nas edições de domingo. Os jornais queriam aumentar as tiragens de qualquer maneira. Perderam as referências, esqueceram os limites e os compromissos. Quem mandava era o marketing e os consultores internacionais. Foi exatamente naquele momento que desembarcou em nosso país a turma da consultoria Inovación Periodística a serviço da Universidade de Navarra e da Opus Dei. Jornais e semanários de informação resolveram dar marcha a ré, retroceder na busca da qualidade. Uma imagem vale mil palavras, lembram-se desta bobagem? A vitória sobre o "socialismo" animou os esquartejadores: o mundo estava salvo, a informação qualificada era agora desnecessária. A felicidade e a prosperidade estavam disponíveis, universais. Dispensaram-se os correspondentes estrangeiros, enxugadas as páginas de noticiário internacional, criados os "pátios dos milagres" (páginas de medicina e saúde alimentadas por press releases da indústria farmacêutica). As primeiras negociações para a criação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) na Unicamp – embrião deste Observatório – datam justamente de 1993, quando o circo da mídia começou a funcionar em alta velocidade. Naquele vale-tudo pós-Muro e pós-Cortina de Ferro, apareceram as novas tecnologias de informação, a internet, o messianismo futurista, o endeusamento dos gadgets, o culto da obsolescência. Sem clima para duvidar e sem tempo para exercitar a prudência, todos se aboletaram nas modas, ondas e bolhas. Mundo de ontem O Muro de Berlim resultou da vitória sobre o nazi-fascismo. Sua derrubada liquidou um dos protagonistas desta façanha, o totalitarismo de esquerda. O esfacelamento deste criou um totalitarismo vândalo, sem filiação, rotativo, fragmentário. Igualmente opressor. Os mediadores entregaram-se à pressa e aceleraram mudanças que sequer suspeitavam. A mídia assistiu ao desmoronamento do Muro e da Cortina de Ferro sem os entender. Ao contrário da mobilização contra o terror nazi-fascista dos anos 1930 e 40, em 1989 e 1991 a mídia clicou flashes e câmeras sem perceber o que acontecia. Iludiu-se e iludiu. O suspiro nostálgico do Eric Hobsbawm ao afirmar que o Muro de Berlim mantinha o mundo em segurança precisa ser entendido no contexto da sua Viena e do mundo de ontem. O historiador condenava o caos e o desvario que substituíram a Alemanha dividida e liquidaram os valores que a humanidade perseguiu sistematicamente ao longo de alguns milênios.
Categoria: COLUNAS ANTI-SOCIAIS
Escrito por Hate&Whisky às 13h45
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FOI FODA!

Mais uma vez o Lobotomia roubou a cena, igual no dia do Força Macabra. E até onde estou sabendo, mais um incauto dormiu num show!
Escrito por Hate&Whisky às 14h33
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Saudações terráqueos, Andei meio sumido dessa joça aqui ultimamente porque além de ter ficado meio enfermo por alguns dias, recebendo diariamente os cuidados de quatro voluptuosas fisioterapeutas, que me atendiam com minúsculos biquínis e vento no cabelo (estilo Kelly LeBrock em Mulher Nota 1000), estou REALMENTE fazendo a versão de papel disso aqui, e também porque durante todos esses dias, não aconteceram nada que fosse realmente de impacto, como gostam os publicitários. A não é claro, o filme do Tarantino e o lançamento oficial ontem do novo álbum do Slayer, que é só maldade da pura! Nesses dois meses derretendo meu cérebro de tanto ficar na frente da TV, me chamaram a atenção os escândalos e as estrepolias midiáticas latino-americanas e a guerra civil no Rio Janeiro, que o povo insiste em dizer que são fenômenos isolados. Ah tá, ninguém mais se lembra das aulas de História. Aliás, algo que venho observando há muito tempo é que no jornalismo diário atual percebe-se que ninguém mais leva em conta os fatores históricos, o que se vê atualmente na mídia são notícias cada vez mais idiotizantes e a tentativa de passar a idéia de que os fatos de ontem são apenas... os fatos de ontem. Devem pensar que hoje precisamos de mais e mais informações. Somente informações. Nada de conhecimento. Também li uma pá de coisas bacanas e vi outra pá de filmes de baixo orçamento (inclusive uma semana especial no SBT só daqueles filmes com serpentes gigantes), e outros filmes que são só bacanas mesmo. Mas teve um que me chamou a atenção: Notorious (2009) biografia de Notorious B.I.G., nome artístico de Christopher Wallace, que tinha 24 anos quando foi morto a tiros em 1997 em Los Angeles, durante uma festa da revista Vibe. A morte do rapper, no auge da fama, nunca foi esclarecida. A família acredita que B.I.G., representante do gangsta rap nova-iorquino, foi vítima de um plano de Marion Suge Knight, executivo da gravadora Death Row, de Los Angeles, representante dos rappers rivais da costa oeste. O assassinato seria uma vingança pelo homicídio também misterioso de Tupac Shakur, outro rapper de sucesso da gravadora de Knight. Nos tempos gloriosos do hip hop, Notorious lançou o álbum Ready to Die (Bad Boy Records, 1994), aclamado pela crítica e se tornou uma das principais figuras do rap do planeta. O sucesso do cara era tanto que chegou a gravar uma bases com MJ. No filme dá para entender como começa a tal rivalidade Costa Leste-Costa Oeste, fomentada pela mídia norte-americana, e os motivos do começo da treta entre B.I.G. e 2Pac, até a morte dos dois (é bom lembrar que na mesma época, a mídia sensacionalista matou a princesa Diana numa perseguição dos paparazzi). Com o lançamento de Life After Death (1997) logo depois de sua morte, Notorious B.I.G. se torna um dos rappers mais importantes de todos os tempos e o cara é considerado hoje uma lenda do hip hop, ao lado de gente como Dr. Dre, Nas e do próprio 2Pac. Hoje em dia, gente como Fat Joe e Brown Town Looters seguem os passos do gangsta rap meio funky de Biggie Smalls (outro nome como Notorious era conhecido). Com direção e atuações do caralho, Notorious é um filme que vale a pena porque retrata bem os bastidores da melhor época que o hip hop já viveu, tanto a nível de cultura de rua, de arte, de mobilização de grupos sociais e de produção musical. Nada a ver com essas aberrações que vemos por aí hoje em dia. Bons tempos! 
-------------------------------------------------------------------------- Isso aí embaixo é o esqueleto da possível capa do próximo Dr. Gori. O trem tá saíndo! 
Escrito por Hate&Whisky às 17h12
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FINAL DE SEMANA MACABRO

A edição 2009 do mais extremo festival de música de Goiás apresenta: OBSKURE (CE): http://www.myspace.com/obskuredeathmetal FUNERATUS (SP): http://www.myspace.com/funeratus BRUTO (DF): http://www.myspace.com/brutodf WARLIKKE (GO): http://www.myspace.com/warlikke HYPNOTICA (GO): http://www.myspace.com/hypnoticabr 01 de novembro CAPIM PUB A partir das 17 horas R$ 10,00 Cerva gelada e praça de alimentação. Apoie a cena underground de nossa cidade. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
As músicas do novo álbum e o novo vídeo você pode conferir em: http://www.myspace.com/slayer
Escrito por Hate&Whisky às 15h27
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Lembra lá nas antigas quando tinha umas revistas tipo Letras Traduzidas, umas enciclopédias de bandas que vinham junto com os posteres da Som Três, da revista Top Rock e de mais um monte de merda que tinha nas bancas de revista, mas que faziam a alegria da garotada com algumas curiosidades sobre os artistas? Então, para matar a saudade daqules tempos o pessoal do site Whiplash se deu ao trabalho de compilar as origens dos nomes de bandas e dos artistas de rock, bem naquele estilo fajuto que estávamos acostumados até o início dessa década. Se você é daqueles que tem muito tempo, entra nesse link aqui http://whiplash.net/materias/curiosidades/004909.html# e dá uma sacada! p.s: Caveira, faltou colocar na lista a origem de nomes como "Full of Hate" e "Born To Die Alone", hehehehehehehehehehehehehehhehe. ---------------------------------------------------------------------------- O Tarantino é foda! Depois que eu saí do cinema eu entendi porque nenhum crítico de cinema conseguiu fazer uma resenha que preste sobre Bastardos Inglórios. O fato é que simplesmente não precisa de crítico ficar arrotando isso e aquilo, ou sobre como Tarantino consegue subverter o cinema. O lance é assistir o filme e pronto. A parte em que os caras se passam por italianos e o Brad Pitt emula o Don Corleone de Marlon Brando em O Poderoso Chefão é de matar! 
Escrito por Hate&Whisky às 20h08
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