LONDON´S BURNING

 

london

 

Não dava pra ser outro título.

O preço do mundo ter se tocado só agora que estamos em uma nova época tem sido alto. E, prestes a comemorarmos dez anos do 11 de setembro,  estamos assistindo ao declínio do ocidente dois lados do Atlântico, num processo que ganhou força a partir da crise econômica de 2008. Esse preço é alto.

Quando eu tinha uns 10 anos de idade, idade do meu filho hoje, as mazelas mundanas mais horripilantes eram a fome na África, a ameaça nuclear, uma crise sócio-econômica na Inglaterra de Miss Tatcher e nos EUA de Reagan. No meio disso tudo ainda havia uma instabilidade bélica provocada pela Guerra Fria e a intolerância étnico-religiosa se espalhava por todo o globo. Pelo jeito o quadro não mudou muito.

Só que antes a percepção que eu tinha era que alguém se importava. Hoje não. A fome na África é apenas uma notícia que não comove ninguém. O resto do mundo parece achar que a ameaça nuclear é problema apenas dos japoneses, e a instabilidade econômica parece ser coisa de outro planeta, pois o consumismo ‘até o talo’ já parece fazer parte do cotidiano das pessoas, e isso parece não importar muito.
“Estamos em crise, então vamos consumir que a crise passa".

E as guerras? Ninguém mais se importa ou sabe explicar como elas começaram ou porque ainda continuam, desde que façam a máquina funcionar. A intolerância agora também é pautada pela mídia, só que de forma canhestra, pois provoca mais intolerância ainda. E daí assistimos todos os dias marchas disso e daquilo por direitos básicos enquanto os movimentos de direita e ultradireita se reorganizam, aproveitando o mesmo mote da liberdade de expressão.

Ah, sim, agora entendi. Francamente, tô vendo muita coisa ir pro buraco e tô descrente.

Qual é o preço disso tudo? Continue aí parado que logo logo você vai saber.