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BLOG DO DR. GORI

ENTREVISTAS


 
 

. * . * . * .

C O R J A

CORJA

“Não encontramos outra forma de expressar toda nossa revolta contra o establishment do que fazendo canções de amor ao mundo, expressas através de gritos, peso e distorção”.

 

 

Há 11 anos na estrada e hoje formado por Daniel (bateria), Segundo (baixo) e Camboja (guitarra), o Corja iniciou suas atividades tocando um som que mesclava rap e hardcore com letras engajadas. Entre uma formação e outra e participações em pequenos festivais locais, em 2002 a banda assumiu uma postura mais pesada com um som baseado no crossover thrash metal/hardcore com influências que passavam pelo grindcore ao jazz, hard-rock setentista e funk.

 

A partir daí, a banda continuou sua saga por festivais e shows, se apresentando inclusive no Fórum Mundial Social de 2003, em Porto Alegre. Também lançou a demo-tape "As Incríveis Aventuras de Bush the Kid Contra o Império do Mal", o CD-R "Fogo na Patricinha" e participou da coletânea "Não Nasci Para Ser Herói", lançada pelo selo paulista Agah Records. Após a saída do vocalista Alysson, a banda se tornou um trio com Camboja e Segundo se revezando nos vocais, e no dia 1 de setembro de 2006 lançou seu primeiro CD completo, “Al Qaeda's Greatest Hits”.

 

Nesta última semana de muita chuva em Goiânia, a banda entrou em estúdio para a gravação de seu segundo álbum, Justiça Au Go Go, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2010, e que mostra o amadurecimento do trio em 12 novas músicas, que prometem surpreender quem já curtiu o trabalho anterior. O novo trabalho conta ainda com a gravação de duas faixas captadas no sistema analógico, que deverão ser utilizadas no lançamento de um compacto em vinil. O Dr. Gori bateu um papo com o baixista e vocalista Segundo, que inspirado, falou sobre o novo cd, cena underground, e sobre a merda de mundo em que nos encontramos hoje.

 

. * . * . * .

O novo álbum do Corja se chama Justiça Au Go Go, e pelo título, a impressão que se tem é que as letras serão mais ácidas do que em Al Qaeda´s Greatest Hits. Quais serão os temas tratados neste próximo álbum?

As letras e o som estão mais ácidos sim, e acho que conseguimos sair do clichê geralmente utilizado por bandas de protesto. Tentamos ao invés de tratar de temas imediatos, falar sobre coisas mais profundas e atemporais. Enquanto no Al Qaeda´s... as letras eram num ponto de vista de um narrador-observador de fatos cotidianos, no Justiça Au Go Go buscamos analisar certos fatos de uma forma mais profunda, tratando dos temas de forma universal, sem ser muito específico a uma região ou ocasião. Procuramos buscar soluções mais filosóficas para as letras de forma que tentamos fazer com que quem as leia possa pensar e tirar as conclusões por si mesmo, ao invés de simplesmente jogarmos verdades e denúncias.

Acho que tanto o som quanto as letras tem um caráter mais reflexivo. Acreditamos que o que mais se deve fazer no mundo em todos os aspectos, seja político, econômico, tecnológico ou social, devemos pensar muito bem e mais que nunca antes de agirmos. Hoje parece ser uma mania das pessoas agirem sem pensar. Tá na moda! E podemos ver os reflexos disso em como as pessoas simplesmente não se importam, apenas aceitam o que lhes é imposto. Algumas relações de trabalho e cargas horárias seriam impensáveis em outras épocas por exemplo, acho que é impensável para algum jovem de dez, quinze anos atrás se submeter a empregos de carga horária longa  (até mais de 12 horas em alguns casos, sem hora extra) sem odiar seu emprego mortalmente. Hoje se trabalha em call center e lojas de shopping de segunda a segunda com um sorriso estampado na cara.

O mundo está mais conservador, as pessoas mais recalcadas, todo mundo acha que sabe de tudo demais pelas facilidades tecnológicas, celebridades instantâneas e quantidade de informação disponível. Além disso, os sites de relacionamento nos lembram constantemente de que o mundo agora é virtual, só que nos esquecemos que nós somos reais e como seres humanos necessitamos de relações reais com  pessoas reais, precisamos ler livros, ouvir discos, sair às ruas. As pessoas estão deixando de fazer isso. Hoje em dia se você parar numa praça e sentar e ficar à toa observando a paisagem já é motivo de desconfiança de todo mundo, as pessoas olham feio pra você, a polícia te pára. As pessoas têm medo de sair às ruas e acreditam no fantasma do medo que a mídia e o sistema impõem, nos dias de hoje qualquer pessoa é um inimigo em potencial, é uma ameaça. As pessoas estão mais medrosas, mais passivas, mais intolerantes, mais obedientes e parecem sempre precisar de que outras pessoas pensem por elas.

Isso tudo não é novidade, a grande novidade é que antigamente encontrávamos sempre de tempos em tempos uma leva de insatisfeitos que sempre dava um jeito de burlar o sistema e registrar seu protesto, as pessoas eram bem mais inconformadas com tudo, sempre se discutia sobre política desde a mesa do bar mais tosco até a mesa de um restaurante chique. As pessoas se encontravam mais, saíam mais, tinham menos medo de conviver umas com as outras, e hoje fazem tudo dentro de casa com uma facilidade incrível, fazendo com que até mesmo sair pra dar uma caminhada num dia de sol se torne um ato político de resistência.

As pessoas têm tanta informação e tantas referências que acabaram se tornando desinformadas e sem referência alguma. Portanto, nossas letras tentam seguir essa idéia de que estamos em meio a uma mudança, mas não temos um rumo a seguir e nos perdemos no meio de tudo isso, e pra piorar tudo ninguém ao menos está interessado em achar esse rumo, muito menos em seguir para direção alguma. O caos se tornou uma droga eficaz para manter as pessoas controladas e sempre consumindo.

 

Sobre o que tratam as novas letras?

Esse é o apanhado geral sobre as nossas letras. Citando apenas uma frase de uma delas, "Epifania": Tentamos mudar o mundo, mas não sabemos o que fazer! Fora isso, por exemplo "68" fala dos hippies revolucionários da Era de Aquário que hoje são respeitáveis empresários e executivos trabalhando para o mesmo sistema que eles combateram com tanto afinco 40 anos atrás. É uma homenagem às avessas aos 40 anos da contracultura. "Chinaski" é uma homenagem ao principal alter-ego do escritor Charles Bukowski, louvando seu estilo de vida errante e suas atitudes politicamente incorretas. "Não compre jornais, minta você mesmo" fala sobre a deturpação das notícias via mídia de massa em nome de seus anunciantes e de todo esse espetáculo jornalístico nojento que assola a humanidade como um todo, propagando a burrice e a ignorância ao invés da opinião própria de cada indivíduo e do debate de idéias. "Lusco Fusco" fala sobre o mal do nosso século: a depressão. "Brigada do A" é uma homenagem aos anarquistas de todas as épocas e lugares. "Cena organizada, idéias idiotas" fala sobre a profissionalização e marketização do rock independente e da falta de atitude roqueira genuína das pessoas que freqüentam esse meio, fazendo com que o rock que sempre foi visto como ferramenta de protesto seja encarado apenas como mais uma ferramenta do sistema, transformando produtores em burocratas do governo, as bandas em produtos plastificados e o público em meros consumidores. E por ai vai...

[precisei dividir em duas partes porque esse lixo de blog não aceita mais do que 19.000 caracteres por post]



Escrito por Hate&Whisky às 16h18
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...

[parte 2 entrevista Corja]

O som da banda também sofreu uma evolução e está mais sombrio, e as diversas influências da banda que já se mostraram coesas no primeiro álbum devem se estabelecer de vez neste trabalho. É neste sentido que você afirma que o novo álbum vai surpreender?

    Cada música nova que a gente fazia era uma superação para nós, fizemos coisas que jamais imaginaríamos que daríamos conta! Flertamos com estilos que não estavam presentes no primeiro álbum como o post-hardcore e o jazz fusion, e tocar isso demanda uma técnica bem maior, não que tocar crossover, hardcore, thrash e death metal seja uma coisa fácil. O que realmente vai surpreender nesse novo álbum é a coesão, é misturar todos esses estilos sem soar datado, sem soar falso, sem soar chato e ainda manter a identidade da banda. Com certeza foi um grande desafio pra gente e por mais que nos esforçamos temos certeza que não serão todas as pessoas que entenderão a nossa proposta, percebemos isso nos shows, pessoas muito puristas e radicais tendem a não gostar do som da gente. Nem do som nem das letras. Mas isso tem a ver com o objetivo inicial da banda. Lá em 1998 nós não queríamos fazer uma banda de hardcore genuíno porque já existiam milhares dessas bandas fazendo isso melhor que a gente. Não queríamos uma banda de metal porque não tínhamos competência para tanto, então resolvemos tentar criar nosso som do jeito que a gente dava conta de tocar, tendo tudo que a gente ouvia como referência e, nós ouvíamos e ouvimos muita coisa. O som do Corja hoje é apenas um reflexo dessa idéia inicial a diferença é que diferente várias bandas da nossa geração nós não paramos no tempo e continuamos a produzir muito e continuamos a evoluir como banda, nós três aprendemos a tocar no Corja, então a banda mostra não só nossa evolução como instrumentistas, mas também como indivíduos e como de praxe ainda temos muito a melhorar em ambos os aspectos. Não nos acomodar sempre foi um objetivo de vida pra nós três e esperamos poder cumprir com isso.

O som está mais sombrio porque estamos em tempos mais sombrios com certeza, esse começo de século de crise, alienação, consumismo, ditadura das multinacionais e de um surpreendente avanço da direita e dos setores religiosos deixaram pessoas como nós mais enclausuradas, mais oprimidas, mais tristes, mais depressivas... Então não encontramos outra forma de expressar toda nossa revolta contra o establishment do que fazendo canções de amor ao mundo, expressas através de gritos, peso e distorção. Não há, pra gente, como fazer canções felizes pensando em guerra, fome, alienação, miséria e desgraça.

 

Qual é a posição do Corja no underground atualmente?

Como não temos condições financeiras e de tempo para poder tocar fora, fazer tours e coisas que toda banda deveria fazer, e como temos uma resistência enorme por parte dos produtores de eventos e do público (inclusive o de rock pesado), em tocar em nossa cidade natal e agradar ao público daqui, passamos muito mais tempo ensaiando e fazendo músicas novas do que qualquer outra coisa. Quando dá vontade a gente organiza um show para os nossos amigos, e o fato de eu ter a Two Beers ajuda nisso, mas somente nisso, pois o Corja não tem a mesma repercussão do que as outras bandas do selo.

De uma certa forma parece que não encontramos nosso público ainda, e isso implica em enormes dificuldades de aceitação e reconhecimento. Ainda mais mantendo a postura do it yourself que a gente faz questão de seguir a cartilha, é tudo bem mais trabalhoso, e também mais prazeroso quando se toma as rédeas da sua própria banda. Seria muito fácil a gente arrumar um produtorzinho bombado para espalhar nosso som pelos quatro cantos do país, mas nós gostamos de nós mesmos entrar em contato com as pessoas envolvidas nas cenas de outros locais, de fazer trocas e intercâmbios.

É muito difícil trabalhar com arte no Brasil, ainda mais uma banda como o Corja que não segue exatamente um estilo pré-determinado. Perdemos muito com isso, mas no fundo não estamos preocupados com fama, sucesso, dinheiro e reconhecimento. São coisas que não fazemos muita questão de correr atrás. Se rolar não vamos achar ruim, mas nunca moldamos a banda para esse tipo de coisa, então como bons amigos nos trancamos em um estúdio uma vez por semana e fazemos nossa música, queremos passar nossa mensagem às pessoas, com certeza. Queremos que as pessoas ouçam nossas letras, entendam nossa mensagem e reflitam sobre suas próprias vidas, porém se fizermos determinadas concessões midiáticas estaremos traindo a nós mesmos. Não queremos ser hipócritas para falar mal da sociedade e do governo e depender deles para sobreviver como banda, então escolhemos o caminho mais difícil e acreditamos suficientemente em nosso potencial para poder segui-lo. O que importa mesmo é dar continuidade à nossa obra da forma que sempre fizemos e provar para as pessoas que os ideais contraculturais da adolescência também têm espaço na vida adulta, se nos esforçarmos para mantê-los e conseguirmos através da leitura, da arte, da resistência e da ação estabelecer uma forma de vida diferente da que nos é empurrada pela sociedade burguesa. Ter uma banda de rock aos 30 anos não é sinal de uma adolescência tardia e sim uma evolução dessa adolescência para algo bem mais sublime do que simplesmente só trabalhar, pagar contas e constituir família.

 

Voltando ao novo trabalho, por que vocês optaram por gravar apenas duas faixas no sistema analógico?

Porque a gente é quebrado demais pra gravar um álbum inteiro no sistema analógico.

 

Três anos é um espaço de tempo interessante entre o lançamento de dois trabalhos. O que aconteceu com a banda neste período?

Começamos a compor o Justiça Au Go Go quando o Al Qaeda´s Greatest Hits ainda nem tinha sido lançado, então nesses três anos não paramos nenhum minuto sequer de produzir. O Justiça Au Go Go foi o que aconteceu com a banda neste período, as letras e o som refletem isso, esse é o verdadeiro sentido de compor e gravar um álbum: mostrar o que aconteceu com a banda num determinado período de tempo, isso é a arte inserida no contexto de uma banda de rock. Um álbum deve demonstrar o que foi produzido durante certo período de tempo por uma banda, e isso é o que une as canções e trasforma um álbum em algo artístico. Fora isso, tocamos em algumas cidades aqui perto como Brasília e Uberlândia e tocamos algumas vezes em Goiânia. O Camboja teve um filho [n.e.: na verdade ele adotou uma criança, coisa que mais gente deveria fazer], eu entrei no mestrado em Filosofia e o Daniel voltou a estudar Direito. Tirando isso nada de muito novo...

 

Qual a previsão de lançamento do novo trabalho e o que vocês esperam após o lançamento de Justiça Au Go Go?

Esperamos lançar esse novo álbum até o meio de 2010, e depois esperamos que mais pessoas ouçam, gostem ou não gostem, e que as que gostarem nos convidem pra tocar em suas cidades. Esperamos tocar mais fora de Goiânia, tocar mais em Goiânia, distribuir melhor o disco e pessoalmente eu estou louco pra gravar esse disco logo pra poder voltar pro meu violão e fazer mais músicas novas pra daqui uns dois ou três anos, ou quem sabe até antes ,lançar outro álbum do Corja.

 

Espaço aberto.

Obrigado ao Dr. Gori pela entrevista, e obrigado a você que está lendo. Aí vai nosso myspace para aqueles que não conhecem nosso som: www.myspace.com/corja. Valeu Heavinho e, para os que nos leêm e escutam: nunca traiam seus ideais por conforto ou dinheiro, a vida pode ser mais difícil nadando contra a corrente, porém a recompensa de ser íntegro e manter seus princípios vale o sacrifício. Não deixe os bastardos te esmagarem! Um outro mundo é possível, basta se esforçar, basta lutar, basta não se entregar, só assim podemos atingir a felicidade plena! Lute! Resista! Acredite! Viva intensamente!

 

www.myspace.com/corja



Escrito por Hate&Whisky às 16h05
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KÖNTRÄ


Banda formada em 2007 em Piracicaba (SP), “terra do peixe e da cachaça”, cansados de muita musica ruim e querendo fazer algo novo, porém nos padrões das grandes bandas que rodavam nos cd´s de cabeceira, montaram a banda para xingar tudo aquilo que não gostavam e falar bem de atitudes que acham positivas. O hardcore 'faça você mesmo' segue a linha de bandas descompromissadas com a fama e sem frescura. É rápido. É cru. E é barulhento, como uma banda de verdade tem que ser. Sem músicas de 4 minutos, batidas enjoativas e solos intermináveis, sem alianças absurdas, nem  deus e nem crew para fazer ganguismo. O hardcore em sua forma mais pura, divertido acima de tudo. Amizade e descontentamento são as palavras-chave para definir a banda Könträ.

 

O Doutor Gori bateu um papo com André Demente, baixista da banda, um cara que inovou a forma de tocar seu instrumento: toca com uma mão e toma cerveja no gargalo da garrafa com a outra. Os caras também costumam andar com maus elementos como o Mozine e o Mukeka di Rato. Rebeldia made in Piracicaba que pode ser traduzida assim: “Somos contra a violência, contra o preconceito de raça cor ou credo, contra o ganguismo no underground, contra as panelinhas de bandas e selos, contra tudo e contra todos. Contra deus e contra você!”  

 

 

 

Recentemente, o vocalista saiu da banda e o baterista, que perdeu os pratos, também. Mesmo assim a banda voltou à ativa em setembro e aos palcos em outubro. Conta como rolou tudo isso em dois meses e como está a formação da banda atualmente.

Foi loucura! O baterista estuda junto com o ex, ambos têm 14 anos e, acredite se quiser, mas o muleke é doido, trash metal mesmo, headbanger de shortinhos jeans curto e jaqueta com patches e toca pra caralho, um ogro de 14 anos, 1,80 de altura e calça 45. O vocalista chamamos um que já era experiente. Era vocalista de uma banda que já teve turnês pelo Brasil, chamada DIVISION, e também mantém um Misfits Cover, demoramos seis ensaios, refizemos o setlist todo e melhor. Em um mês a banda evoluiu mais que em um ano, pelo compromisso. É igual quando você namora e não está nem aí, daí a mina ameaça sumir. Daí se começa a dar um talento.(!?)

 

Como foi o início da banda?

Aqui em Piracicaba o que mais tem é metalcore e SxE, e queríamos fazer algo diferente, simples fora da ditadura dos grandes arranjos e outras frescuras mais. Daí num papo de bar, eu e o guitarrista, Douglas, decidimos tocar hardcore, mas de verdade, não metal Adidas, porque a gente ia em show e ficava com tédio. Ele canta na banda Olho da Rua, que é punk rock e chamou o então baixista para tocar bateria. Ele sabia o básico e nós também. Começou o Könträ, com K e trema pela notória influencia finlandesa.

 

No release vocês dizem que o som é nos "padrões daquelas grandes bandas que rodavam nos cds de cabeceira". Quais são essas bandas?

Temos algumas bandas que para nós é religião. Olho Seco, Misfits, Discharge, Exploited, que são bandas que são altamente criativas e impressionantes e são simples, sem pretensão de dominar o mundo, como a maioria que se perde no underground sem querer querendo cai na besteira de sentir que tem o rei do rock na barriga.

 

Outro lance é que além das influências dessas bandas, a filosofia do Könträ é criticar aquilo que vocês não gostam e falar bem de atitudes positivas. Dá para especificar melhor o que se encaixa no que vocês não gostam e quais são essas atitudes positivas.

Olha, eu digo isso porque normalmente as bandas hardcore só xingam e xingam e se perdem nisso, mas no mundo tudo tem dois lados, do mesmo jeito que as coisas estão difíceis, tem todo o lado bom. Nós entendemos que a autodestruição da raça humana é notória mas também você tem sentimentos legais, como suas atitudes perante as dificuldades, seu companheirismo e seu caráter. Não gostamos daquele velho hardcore ‘reclamão’ que vigora muitas vezes. Do mesmo jeito que enaltecemos as cacas desse mundo mostramos que você pode ser uma pessoa com valores, se quiser, não é porque está tudo cagado que se tem que pisar em cima.

 

Há também uma crítica forte ao ganguismo no underground, e isso rola principalmente com as bandas influenciadas pela cena de Nova Yok e pelo hip hop. Como você vê essas bandas que agregam no seu som, copiando os valores que já vêm distorcidos de fora, da máfia italiana e do gangsta rap para dar uma de bandas fodonas?

Achamos essas tretas em show coisa de quem tem o pipi pequeno, e o cérebro menor ainda. Achamos que a pessoa que atrapalha tem mesmo é que tomar um pau, mas não lá. O show é lugar de união e diversão, de crescimento. Você vai lá só para arrumar briga e porque sua sexualidade não está bem decidida. Pessoal quer parecer mau quando é frágil, porque quem normalmente é treta mesmo, fica de boa e ninguém mete o dedo. Normalmente são aquelas pessoas que nunca fizeram mal a ninguém, mais também não é de motivo a fazer, mas forçar a situação é algo  absurdo, distorce toda a movimentação proposta, disso nós queremos distância.

 

Durante muito tempo perdurou as histórias de panelinhas. Essa história toda deu um tempo e agora percebo que está voltando. Até na revista Rolling Stone saiu uma matéria sobre a Abrafin, discutindo se aquilo tudo não tinha virado uma grande panelinha de festivais. O que você tem a dizer sobre as panelinhas?

É igual na escola hoje em dia. Os iguais se favorecem, mas fingem que não. Tem gente que não se mistura. Achamos isso muito mais um lance de fase, um dia passa, porque a pessoa só tem a perder, e ninguém que quer perdurar no underground vai querer ficar perdendo sempre, se for verdadeiro em você isso vai te incomodar e te corroer por dentro.

 

O que está rolando de bacana no underground de Piracicaba?

Mano aqui a chapa tá quente, embora muito metalcore e playboyzada em peso, tem a hardcorepride [www.hardcorepride.com.br], que organiza umas paradas legais, tem o pessoal da Vampiria Records que faz os metalzão. Temos aqui a tradição de bons shows, não são as mil maravilhas mas não temos do que reclamar, já foi mais feio, pessoal já foi mais cuzão. Hoje em dia está tudo ameno esperando a próxima modinha [rs].

 

O que os integrantes do Könträ fazem/trabalham fora da banda?

O tom [vocal] é tatuador e tem estúdio próprio; o André [baxista] é editor de imagens e fotógrafo; o Douglas é metalúrgico e o Senna embora novo, trampa com o pai dele no torno também.

 

E com essas outras atividades que vocês exercem, a facilidade que a internet proporciona foi uma "mão na roda" na hora de divulgar o trabalho da banda?

Internet já foi o boom. Hoje em dia tem muita coisa e muita coisa boa, estúdios mais baratos propiciam isso também. Hoje em dia você baixa tanta coisa na internet que acaba tendo uma puta duma influência, ajuda pra cacete, divulgação e amizades, mas é muita coisa, às vezes falta espaço para tanta coisa boa, o que é ótimo e eu espero que isso só cresça, porque quando neguinho faz banda e põe pro mundo escutar e escuta um elogio, só vai melhorar! E hoje é isso o que acontece, as bandas de myspace, que é de um brasileiro por sinal. [Na verdade, os criadores do MySpace são os norte-americanos Tom Anderson e Chris DeWolfe. Emerson Calegaretti é o diretor-geral do MySpace no Brasil]

 

Falando em divulgação pela internet, o que você acha dos fenômenos pop que surgiram na internet tipo Malu Magalhães e Fresno? (pergunta tendenciosa)

Posso responder com uma música do Bulimia? Grande banda por sinal que tocou aqui antes do trágico acidente com a baterista: "No seu meio punk-super-pop o público não é inteligente, qualquer merda, qualquer merda, qualquer merda vende! (2x)". [O acidente envolvendo Berila e o namorado, Bill, ocorreu na Chapada dos Veadeiros, em 2001. Após três dias desaparecidos, seus corpos foram encontrados numa cachoeira do Vale da Lua].

 

Quais as novidades para os próximos meses?

Então, o nosso ensaio que estamos divulgando era um ensaio guia, depois de seis ensaios e ficou legal pra caramba. Nos próximos meses tentaremos regrava-lo com as músicas novas porque agora a banda esta saindo do chão novamente, estamos tentando contato com outros estados para tocar, talvez um split virtual com a banda Espuleta [www.myspace.com/espuleta], e a nossa meta é um dia conseguir gravar um vinilzinho 7", daí gozaremos até morrer.

 

Deixe seu recado para os fãs do Könträ e para os leitores do Dr.Gori.

Não importa o que aconteça, se você se sentir sozinho, o mundo bate de frente, todo mundo enche o saco, lute. Subverta, seja honesto com você mesmo que você só tem a ganhar. Nunca ache que underground é coisa de moleque, de criança, de juventude, porque se nem isso que é tão pouco, você não fizer, para que você esta vivo? Pense nisso. Nosso muito obrigado a todo pessoal do Dr Gori, pessoal foda mesmo, um exemplo a ser seguido, nossa gratidão será eterna, e no que precisar, é só chamar para uma cerveja com churrasco ou um suco de laranja e hambúrguer de soja, estamos ai!

 

Link do ensaio: http://rapidshare.com/files/150538298/kontra_-_ensaio.rar.html  30 mb

 

Contatos: kontrahc@hotmail.com  www.myspace.com/kontraharcore

 



Escrito por giulianohash às 15h07
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Recebi na semana passada a edição # 3 do DOLLS DEAD ZINE, editado pela Katiany Cardoso, de Guiratinga-MT. São 16 páginas em formato A5, entrevistas com as bandas Haze e Gloria Excelsis Satani, além de quadrinhos, poemas e algumas resenhas e endereços de bandas e outros zines. Você pode entrar em contato com o Dolls Dead Zine pelo endereço: Caixa Posta 22 CEP 78760-000, Guiratinga/MT, A/C Katiany Cardoso.

 

Como de costume, reproduzo abaixo uma das entrevistas do zine, com a banda black metal GLORIA EXCELSIS SATANI.

 

 

Dolls Dead Zine: Me fale quando começou o Gloria Excelsis Satani e seus integrantes.

GES: Nosso legado se iniciou em novembro do ano bastardo de 2006 com o Emperor Necroroth (baixo), Mephistopheles (guitarra e vocal), e Malus Peior Pessimus (bateria). E um ano depois o vocalista Lord Geburah se junta a horda para fazer os vocais.

 

Dolls Dead Zine: Vocês gravaram em janeiro/2008 seu primeiro material intitulado Solidão do Anoitecer Eterno. Gostria de saber o porque deste título.

GES: É o ódio que atormenta as profundezas de nosso subconsciente e a vontade que a raça humana seja extinta, e decidimos expressar todo o sentimento em forma de música. Anoitecer eterno significa a nossa vontade que este mundo se torne trevas.

 

Dolls Dead Zine: O que acha do mundo de hoje onde a cena underground ainda está fraca e o que devemos fazer para melhorar?

GES: Nada!Cada um que siga por suas próprias vontades e foda-se a cena e todas as pessoas hipócritas que nos cercam e que nela habitam. Os verdadeiros guerreiros do underground são aqueles que comparecem em celebrações e as bandas que lançam o seu material.

 

Dolls Dead Zine: Quantas vezes vocês ensaiam por mês? E onde são seus ensaios?

GES: Ensaiamos quatro vezes por mês na casa do baterista.

 

Dolls Dead Zine: Quais temas geralmente são abordados nas letras de sua horda?

GES: Anticristianismo, adoração a Lúcifer, misantropia e uso de entorpecentes.

 

Dolls Dead Zine: Qual sua opinião e de sua banda contra a raça cristã e hipócrita?

GES: Desde o início da banda foi decretado que a ideologia seria de músicas agressivas totalmente anticristãs. Pregamos a total aniquilação de toda e qualquer religião que cultue cristianismo e o semitismo.

 

Dolls Dead Zine: Porque o ome Gloria Excelsis Satani? Já intitularam outro nome antes?

GES: Foi o primeiro nome encontrado e pensamos em um nome que estivesse na língua morta, o latim. Procuramos é claro um nome que expressasse os sentimentos que passamos na música.

 

Dolls Dead Zine: Qual a maior dificuldade hoje que o Gloria Excelsis Satani enfrenta?

GES: Nossa maior dificuldade é encontrar um espaço que toque metal extremo, em São Paulo já não há mais casas ou algum lugar que role metal.

 

Dolls Dead Zine: Deixe seu recado para todos os leitores do Dolls Dead Zine.

GES: Agradecemos o apoio e todos os leitores do Dolls Dead Zine, e a katiany, que nos oferceu a oportunidade de expressarmos nossos ideais em vosso artefato. Em breve estaremos disponibilizando a nossa demo (assim que o selo parar de enrolar a gente) para aqueles que se interessarem. Quem deseja entrar em contato o nosso e-mail é: gloriaexcelsissatanas@hotmail.com. Ave Satanás.

 

www.myspace.com/gloriaexcelsissatani

 



Escrito por giulianohash às 17h28
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NELSON RODRIGUES

Fuçando na internet atrás da sabedoria do mestre Nelson Rodrigues, achei essa entrevista que o grande repórter Geneton Moraes Neto fez com o Anjo Pornográfico em 1979. A entrevista foi realizada diante de uma TV transmitindo o jogo Brasil x Peru. O papo girou em torno de futebol, teatro, jornalismo e morte, tema recorrente nos textos de Nelson. Em determinado o cara solta um pérola dessas: "Veja só: no princípio da minha infância havia o pacto de morte. Havia sujeitos que se amavam tanto que já não suportavam mais o próprio amor. Então, o que fazia ele? Propunha à pequena o suicídio, um pacto suicida. Rara era a pequena que duvidava. O lindo era a vontade, o encanto com que esse par de amorosos se matava e cumpria o seu destino. Esse é que é o caso. Agora, a nossa realidade está realmente muito pobre, muito vazia, sem um certo apelo dramático. Ninguém hoje quer morrer, ninguém quer se suicidar ! Ali o sujeito só queria destruir o amor. E aí a sogra ia cuspir na morte do sujeito que lhe matara a filha”. Autor de frases clássicas como "Na vida, o importante é fracassar", e de expressões como "Que coisa beleza!, que coisa beleza!" o cara ainda entendia bem da canalhice e desvendava como ninguém a hipocrisia do ser humano. É também um dos mais importantes cronistas esportivos que o país já teve. Simplesmente fantástico!

 

Para ler a entrevista na íntegra clique aqui: http://www.geneton.com.br/archives/000012.html

 



Escrito por giulianohash às 17h05
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JUST ANOTHER FUCK

Após algum tempo parados, o Just Another Fuck prepara sua volta em grande estilo. Além da nova formação, a banda continua a tocar seu grindcore maligno, e tem desbravado shows em cidades como Brasília e Palmas, e ainda prepara o lançamento de Grindscography EP, um 5 way e ainda mais dois splits: um com o Ismirilation [MG] e outro com o ZäHC [RJ].  O Dr. Gori conversou com Patrik, vocalista e único membro remanescente da formação original do Just Another Fuck.

 

 

O Just Another Fuck deu uma parada por uns tempos e agora voltou com uma nova formação. O que aconteceu durante esse período de reformulação da banda?

Realmente demos uma parada, pois por obrigações pessoas os ex-integrantes tiveram q sair da banda, o David foi estudar na Bolívia, o Marcos foi estudar em Minas Gerais e o Splinter se juntou a horda MUGO, fiquei na minha um tempo e vi que tinha um material legal em mãos que não deveria ser esquecido, então devagar fui procurando as pessoas certas pra reformular o JUST ANOTHER FUCK, que quase ainda mudei o nome mais uma moçada aí, me fez mudar de idéia e deixei o nome antigo mesmo, e aqui estamos.

 

Parece que a galera mais nova tipo o Henrique Pazuzu, o Alex e o Brunão Ressonância deram um gás a mais na banda. Estou correto?

Com certeza mano você esta certo, os mulekes trouxeram um gás novaço pra banda, eles são empolgados e todos têm a mesma idéia de que o som que tocamos é união e respeito um pelo outro e tem as mesmas ambições de crescer e seguir em frente.

 

Tenho observado uma quantidade satisfatória de material do Just Another Fuck na internet. Com freqüência vocês postam vídeos de ensaios, shows, músicas que ainda não estão com mixagem... Isso tem ajudado de forma satisfatória na divulgação da banda?

Eu nem era muito ligado nessa parada de myspace e outras coisas,  Henrique que é chegado nisso, foi lá e fez nosso myspace, que eu achei muito maneiro, e começou a colocar esses vídeos de ensaio, o que eu acho muito válido porque alguém que não saca nossa rotina, mesmo sendo de qualidade inferior, pode ter uma noção de como trabalhamos em estúdio, gravamos umas músicas novas e colocamos lá, não estão 100% mais já dá pra galera ter uma noção do rumo que o JUST ANOTHER FUCK está tomando, e está sendo muito legal isso, ajuda sim na divulgação da banda e com isso esperamos ter mais contatos pra shows etc... Agora quanto aquele material não mixado é idéia do afobado do Henrique, não liguem, ele vai arder no fogo do inferno alguns dias...

 

Vocês já tem um cd demo lançado da época da antiga formação que é pouco conhecido por não ter sido muito bem distribuído e divulgado. Para esse novo trabalho que vocês estão gravando, como vocês pretendem não seguir o mesmo caminho?

Sim, aquele primeiro cd-demo que lançamos não foi muito divulgado mas as pessoas que tiveram acesso elogiaram bastante e, na verdade, era pra ser dois cds! Só que o segundo, com 11 músicas, acabou ficando engavetado, pois na seqüência a banda se dissolveu, então contaremos com um melhor apoio da TWO BEERS do querido Segundo para a divulgação do próximo material, pois contará com tudo que o JUST ANOTHER FUCK já lançou antes, além de 8 regravações e 8 músicas novas, sob o nome de GRINDSCOGRAPHY, com um encarte explicando todas as formações e letras, e vamos nos esforçar para divulgá-lo o máximo possível.

 

Além de Grindscography EP, vocês ainda vão participar de mais três trabalhos incluindo coletâneas e splits. Como e quando isso vai acontecer?

Bom, como disse anteriormente, é quase que um full lenght, e não um ep, vamos sim, participar desses materiais que você citou, estamos correndo atrás e isso é fruto do ótimo trabalho de divulgação que o Henrique está fazendo na internet. Essa bagaça toda começará agora no final de maio pra frente, vamos ver no que dá. Aproveitar para quem tiver interesse de saber as bandas que vão participar das coletâneas e do split, e ainda ouvir algumas musicas novas com a nova formação é só ir no nosso myspace. Lá tem todas as informações completas, acesse www.myspace.com/satanicterrorcore.

 

E os shows? Fiquei sabendo que vocês abrir para o Blaze Bailey em Palmas?

Com relação aos shows, o JUST ANOTHER FUCK vai tocar em Palmas dia 21 de junho com o GESTOS GROSSEIROS e mais algumas bandas que o Porkão, que é o promotor insano rocker local esta vendo, esse show abrindo para o não menos lendário BLAZE BAILEY em Palmas será dia 15 de agosto e vai ser minha outra banda de hard rock/rock and roll SOULSELLERS, e já tem mais duas  bandas que vão fazer parte da festa nesse dia, RAIMUNDOS e CLAUSTROPHOBIA. Estamos ansiosos.No mais, estamos batalhando shows tanto aqui como fora, se alguém se interessar é só entrar em contato comigo ou com o Henrique. Queremos levar nosso som ao máximo de pessoas possíveis, essa é nossa meta esse ano.

 

E os shows que devem acontecer antes disso, como ficam? Afinal vocês vão precisar de uma boa preparação para o que está por vir.

Como dito anteriormente, estamos correndo atrás de shows antes dessas datas pra, além de divulgar nosso som, nos prepararmos melhor para encarar novos palcos, como aconteceu em Brasília dias atrás, tocamos pela primeira vez com essa formação e foi incrível, muito insano.

 

Parece que a banda está seguindo o caminho certo, como você vai fazer para conciliar o Just Another Fuck com sua banda de hard rock, o Soulsellers?

Estamos sim no caminho certo, sinto isso, e vamos batalhar muito, mas isso não atrapalha em nada com o SOULSELLERS, além de ser um som totalmente diferente, tenho o imenso prazer te trabalhar com as duas, o SOULSELLERS agora esta com uma formação coesa e ensaiando muito, estamos ansiosos pra mostrar nosso som pra moçada logo, creio que quem gosta de boa música, para beber e se divertir, vai adorar, e enquanto der vamos levando as duas pra frente.

 

O JAF mudou de formação basicamente por motivo de mudança dos antigos integrantes. Por onde andam os caras?

Estudando fora, menos o Splinter que ainda reside aqui, estuda e está na outra banda dele, mais que fique claro que não existe qualquer briga ou desavença entre nós, tudo terminou na paz e somos irmão até hoje, o David veio recentemente da Bolívia a passeio, tomamos altas cervejas e ele até brincou com a gente em estúdio, tocando com a gente, foi muito legal, grande brother... O Marcos eu vi uma vez rapidamente na rua e nem nos falamos, mas claro que ainda somos amigos, e o Splinter é o caso de grande irmão, nos encontramos em shows e trocamos algumas idéias, até na internet, desejo o melhor a ele e a todos os outros. Aahhhhh,e tem o Jeffin que participou do primeiro cd e que resolveu abandonar a música pro motivos profissionais, mas ainda nos encontramos para escutar música e trocar umas idéias, muito gente boa.

 

Muito bom ter conversado com o JAF, sorte e sucesso pra vocês, quebrem todos os palcos por onde vocês passarem.

Muito obrigado Heavy, estamos na luta atrás de shows, e graças a apoio como o de você e seu fanzine DR.GORI temos a oportunidade de divulgar e falar as pessoas o que anda acontecendo com a gente. Abraços e até o próximo show, seja do JUST ANOTHER FUCK ou do SOUSELLERS, para entrar em contato é só ir em patrikdg@hotmail.com,  msn pra organizar shows e falar com quem tiver interessado, ou nosso myspace: www.myspace.com/satanicterrorcore. Valeu e até mais.



Escrito por giulianohash às 14h45
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DxDxOx

O inferno é só um lugar é o título do mais novo trabalho da banda campograndense DxDxOx. A banda é formada por caras conscientes do seu papel dentro do underground e da sociedade atual, fazendo críticas duras à sociedade de consumo em que vivemos atualmente e este sentimento é refletido nesse novo trabalho, a primeira demo oficial.

 

É justamente a reflexão que faz o som do DxDxOx nos revelar uma das maiores promessas brasileiras no grind/hardcore, mesmo a banda já tendo 10 anos de estrada. O Dr. Gori conversou via e-mail com o vocalista Enrique Gonçalves, e pode perceber pela conversa, que a maldade agora está se firmando no extremo oeste brasileiro.

 

 

Vocês estão lançando agora o cd-R "O Inferno é só um lugar". Fale-nos sobre esse novo lançamento do DxDxOx.

Falaí Giuliano! Valeu a entrevista e o interesse! Então, esse novo lançamento demo em cd-r "O inferno é só um lugar" é, bem dizer, o primeiro lançamento de estúdio do DxDxOx. Para poder viabilizá-lo, organizamos shows e contamos com o apoio de diversos amigos de Campo Grande. Assim, levantamos os custos da gravação e com apoio também do Estúdio House Rec, gravamos os sons. Por problemas pessoais e correrias do dia-a-dia, o lançamento desse material ficou parado um ano, e agora conseguimos lançá-lo. Possui uma boa parte gráfica, capa em off set preto e branco com letras, 12 sons em 13 minutos! Estamos agora na divulgação desse material, quem se interessar em adquirir/trocar, entre em contato.

 

Além desse novo trabalho vocês têm uma extensa discografia que conta desde 1998. Como vão rolando esses trabalhos e quais deles você destaca, tanto pela importância  quanto por outro motivos?

Esses trabalhos são resultado de uma grande amizade com as bandas que dividimos splits e com as pessoas que os lançaram. Troca de cartas, idéias, tudo isso motivou esses diversos lançamentos. São gravações ao vivo, porém de shows diferentes, com algumas improvisações em alguns títulos. Quanto ao destaque, gosto muito de nossa primeira tape com o Access of Denial, pois as pessoas que faziam parte dessa banda de grindcore aqui de Mato Grosso do Sul são grandes amigos e aquela época era muito legal...

 

Vocês já têm dez anos de estrada. Qual é a história do DxDxOx?

Começamos basicamente como uma banda de punk rock/hardcore, todos nós sempre estivemos apoiando os shows aqui na cidade, seja de hardcore punk ou metal. Assim, após montarmos a banda, conseguimos tocar em diversos lugares na cidade e com a maioria das bandas existentes na época. Diversas influências foram surgindo, os sons foram ficando mais agressivos, mesclando elementos de metal e grindcore, finalizando no som que temos hoje. Diversas pessoas já passaram pela banda e contribuíram para que estarmos ativos até hoje, apesar de todas as dificuldades. DxDxOx desde o inicio conseguiu estar sempre tocando em Campo Grande, em eventos de punk hardcore e metal.

 

Além da quantidade de material gravado ainda tem uma quantidade grande vídeos de shows e outros trabalhos como a distro e os fanzines. Manter uma organização dessas ao longo dos anos é difícil de se ver. Como esse trabalho "paralelo" tem ajudado na divulgação da banda?

O trabalho de fanzine eu já fazia antes da banda, então os contatos já existiam. O fanzine é um dos pilares da cultura underground, divulgando as bandas e informações. A distro veio a partir das primeiras trocas de material da banda, meio que natural, e foi continuando [hehehe]. Logicamente que isso tudo dá trabalho. Mas faço por prazer e para manter esse espírito underground em atividade.

 

 

Esse trabalho de vocês com os fanzines é muito forte. Como você esse vê esse veículo dentro das cenas underground?

Como citei na outra questão, o trabalho dos fanzines é um dos pilares da cultura underground. Cada pessoa pode escrever e divulgar o que acha legal, e isso é como uma rede de troca de informações. Com a vinda da Internet, surgiram os web-zines que mantém o mesmo espírito, mas o fanzine impresso continua ativo, com muita gente legal fazendo trampos por aí! Eu ainda mantenho um blog, quem se interessar: www.cgzine.blogger.com.br.

 

Me parece que a cena HC/punk em Campo Grande é bem forte. Em maio vai rolar um festival na capital vizinha, o "1º Encontro Hardcore Extremo Oeste". Você acha que isso vai contribuir para consolidar de vez a cena extrema em sua cidade?

A galera aqui realmente apóia bastante as bandas, os shows são freqüentes (toda semana) e cada vez mais aumenta a quantidade de pessoas prestigiando. O Encontro Hardcore Extremo Oeste será em Cuiabá-MT, e tem uma idéia muito boa de reunir as bandas da região Centro-Oeste, a galera de Campo Grind vai estar lá pra conferir e prestigiar o evento. Em Cuiabá temos diversos amigos e a expectativa desse evento é alta.

 

Além da cena extrema, o que mais de bom você destaca que acontece em Campo Grind em termos de rock?

Aqui é essencialmente uma cidade rockeira, diversas bandas em diversos estilos de rock. Shows semanais, boas bandas autorais, acho que o maior problema (e deve ser o de diversas cidades) é que a galera local tem de valorizar mais as bandas locais, que tão na correria pra fazer som e as vezes não tem tanto reconhecimento.

 

No texto do myspace de vocês diz que as canções partem da reflexão. Como vocês abordam os temas e transformam em fúria sonora?

Basicamente é isso, a partir de um acontecimento/fato, estamos fazendo letras. As letras novas que vem saindo estão sendo feitas todas dessa forma, daí pensamos em alguns riffs e tentamos criar um som, criando a batera, etc. Eu sempre fico imaginando sons, e todos os outros também, daí chegamos no ensaio e montamos essas idéias.

 

Com essa quantidade de lançamentos, o DxDxOx se tornou uma banda conhecida em diversos países, inclusive na Ásia, sem falar que vocês são bem populares nas cenas extremas das cidades brasileiras. A gente sabe que uma banda só se estabelece mesmo a partir do primeiro "trabalho oficial", Quando a banda pensa em lançar um cd oficial?

Então, sempre estivemos forte na comunicação com diversas pessoas ligadas ao hardcore/punk/ metal pelo mundo afora, isso facilitou pra divulgar as cosias. Quanto a um lançamento oficial, essa idéia começou a surgir... Na verdade, hoje o DxDxOx está rolando legal, ensaios, sons novos... Quem sabe mais pra frente a gente tente fazer isso, após uma boa divulgação dessa demo.

 

Quais bandas hoje você destacaria pela sua seriedade, postura e atitude?

Acredito que hoje é a melhor fase em termos de musica underground no Brasil, diversas bandas produzindo materiais de ótima qualidade, e com boas idéias. São diversas bandas mesmo, acho que as mais que chamam atenção nesses parâmetros são o Subtera, Ayat Akrass, Confronto, ROT, e outras que não me lembro agora.

 

Quem estiver a fim de adquirir material de vocês ou trocar uma idéia pode entrar em contato de que forma?

Pode me mandar um email: enriqueddo@hotmail.com ou utilizar o meio "old school" [hehehe] das cartas:A/c Enrique Gonçalves -R. Albert Sabin, 1048, CEP: 79090-160, Campo Grande – MS.





Escrito por giulianohash às 12h37
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