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FUTEBOL
CARTOLAGEM & ESTRELISMO Saudações terráqueos, Duas notícias de última hora sobre o futebol goiano. Numa jogada totalmente canalha, os dirigentes de clubes pretendem prorrogar o mandato da diretoria da Federação Goiana de Futebol até 2014. A desculpa da possibilidade de Goiânia se tornar cidade-sede serve para perpetuar o laranja André Pitta, que entrou no lugar da múmia Wilson da Silveira. A jogada serve ainda para beneficiar os cofres dos clubes, que não respeitam os torcedores e cobram um absurdo no preço do ingresso para um campeonato e que dura apenas três meses. O Atlético firmou ontem acordo com as construtoras que pretendem construir um shopping na área que hoje abriga o Antônio Accioly. Em troca, as construtoras construirão a Arena Atleticana no CT do Urias Magalhães e o clube ainda terá participação nos lucros do empreendimento em Campinas. Para um time que tem a estrutura do Atlético hoje, e o espírito de série A, a boa notícia é que o acordo comercial levará o Dragão a um patamar profissional e financeiro que chega perto da estrutura do Goiás. . * . * . * . * . Hoje tem Itumbiara x Corinthians pela Copa do Brasil, no estádio JK em Itumbiara. De um lado temo Denílson, que não está jogando e agora bate-boca com torcedores. De outro, o Ronaldo Fenômeno, que prometeu finalmente entrar em campo com a camisa corintiana e classificar o time paulista para a próxima fase do campeonato, sem jogo de volta. Fico até imaginando o teor da conversa quando Ronaldo e Denílson se encontrarem dentro das quatro linhas logo mais: Ronaldo: “- Porra, cara! Como é que você, que foi penta campeão junto comigo, veio parar num time do interior goiano e que ainda corre o risco de ser rebaixado no estadual?” Denílson: “Pois é cara, tô catando a irmã do Zezé di Camargo e o Zé Gomes ainda me pagou 500 mil para jogar três meses. Tô com o bolso cheio e ainda tô morando perto da minha gata. E você finalmente resolver jogar?” Ronaldo: “Então. O Corinthians finalmente conseguiu arrumar o restante dos patrocinadores para me bancar no time e agora que tá tudo acertado agora vou jogar. E o seu bate-boca com a torcida do Itumbiara no chocolate que vocês levaram do Atlético?” Denílson: “Pois é, o povo aqui não respeita celebridades e ainda quer que a gente faça gols...” É mais ou menos isso.

Jamile, musa do América-RN, que voltou à Série B no ano passado. Mas aqui no Blog do Dr.Gori ela será sempre Série A.
Escrito por Hate&Whisky às 18h04
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DEU BRASA Saudações Terráqueos, O Dr.Gori passa correndo por esta galáxia para comentar o quanto os campeonatos estaduais de futebol estão sem graça. A exceção que comprova a regra é o campeonato carioca, em que o Mengão já está classificado com antecedência e o Vasco tomou do rabo mais uma vez: perdeu 6 pontos porque escalou jogador que não estava inscrito e não tem nem chances de disputar a Taça Guanabara. Num campeonato que há muito é meia-boca, as emoções ficam por conta do acontece fora dos gramados. Isso acontece todo ano, mas é igual àqueles filmes da Sessão da Tarde, tipo Curtindo a vida adoidado, que a gente nunca cansa de ver. Enquanto escrevia estas palavras, recebo uma boa nova para a torcida atleticana. O [fraco] campeonato goiano, que estava mais para picolé de shoo-shoo [reforma ortográfica, hehehehe] dentro do campo e o grande assunto do campeonato é briga de torcida, tem agora a final confirmadíssima entre Goiás e Atlético com a chegada de PC Gusmão para comandar o dragão rubro-negro. O cara chegou com sede de título e já tem planos de levar o Atlético para a Série A no ano que vem. PC já passou pelo Flamengo, Corinthians, Palmeiras e foi campeão estadual duas vezes pelo Cruzeiro. Além de levar o Itumbiara ao título de campeão goiano em 2008, o cara pretende levantar o caneco de novo com o Atlético em 2009. É bom lembrar também que o Goiás tem Hélio dos Anjos, e nos últimos quatro anos participou de quatro finais, mas perdeu as três últimas e também tem fome de título. O bicho deve pegar mesmo no quadrangular final, ainda mais se nas duas vagas restantes entrarem Crac e Vila Nova. Vai pegar fogo! Punição mais rigorosa Enquanto isso, na sala de justiça, continua a “polêmica” em torno das organizadas. Não sei até que ponto isso é bom/ruim para o torcedor ou bom/ruim para os clubes. Mas falemos a verdade: 1) organizada vai ao estádio e não assiste jogo, e 2) o Goiás perdeu o mando de campo duas vezes durante o Brasileirão do ano passado por causa dos exageros cometidos pela sua torcida. Vejo como uma solução viável o modelo adotado na Itália em 2007. Vejam só: o comitê italiano intensificou a segurança nos estádios após a morte de um policial durante briga de torcidas do lado de fora do estádio, num jogo de primeira divisão. O campeonato foi suspenso temporariamente e alguns jogos foram realizados com os portões fechados ou sem a presença da torcida visitante. Outra solução é a perda de pontos ou o rebaixamento do clube para séries inferiores. Na Itália mesmo, o Juventus pegou uma punição de rebaixamento para a série B e começou o campeonato com menos 30 pontos. O problema é que, se nos estaduais o bicho está pegando dentro e fora de campo, a tendência é que Copa do Brasil, Libertadores e os Brasileiros A, B, C e D sejam contaminados pela atual onda. Como estamos em clima de Carnaval, o pitel aí de cima se chama Elaine Azevedo, jornalista e madrinha da bateria da Estácio de Sá, e que pelos arranjos do destino, veio trabalhar ao meu lado na Assessoria de Comunicação. Vai ter sorte assim lá na Sapucaí!!
Escrito por giulianohash às 13h44
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Saudações Terráqueos,
O calendário anual do futebol acaba nesse final de semana com a final do Mundial Interclubes. Manchester United x LDU. Sim, aquela LDU que tirou o doce da boca de Renato Gaúcho e companhia na final da Libertadores. Se brincar, tira o doce da boca do time de Wayne Rooney também.
Por falar em Renato Gaúcho, que ano triste foi 2008 para o rapaz! O cara ficou assoberbado quando desclassificou o São Paulo da competição sul-americana e concentrou todos os esforços do Fluminense na Libertadores, para depois "dar um passeio pelo Campeonato Brasileiro". Quase foi rebaixado. Quase não, foi! O cara teve a capacidade de sair do time das Laranjeiras e conseguir uma inédita vaga para o Vasco na Série B. Mas a vida ensina, e o tempo é rei.
Outros dois clubes que pagaram um micão no ano de 2008: Flamengo e Vila Nova. O time carioca porque, no meio do campeonato, quando estava na ponta de cima da tabela, preferiu deixar ir embora seus melhores jogadores e ficar com o técnico tabajara. Todo mundo sabe que Caio Júnior na hora H dá pra trás. Senão vejamos: pipocou com o Palmeiras no paulista de 2007, pipocou com o Goiás no goiano de 2008 e não teve peito para garantir sequer um vaga na Libertadores para o ano que vem no Flamengo. Resultado: foi dispensado do time antes mesmo da última rodada do campeonato.
Agora, pipocar mesmo é com o Vila Nova. O time ficou entre os cinco primeiros durante toda a Série B e na segunda colocação por 7 rodadas. Bastava ganhar dois jogos para garantir tão sonhada vaga na Série A. O Vila perdia mas os outros times também, e por isso o time foi se acomodando e permanecendo na segunda colocação. De repente, levou um fatal 2 a 0 do Paraná em pleno Serra Dourada. Não foi o bastante para acordar. Só acordou mesmo no momento em que rodou contra o Gama e o Barueri, Santo André e Avaí ganharam a segunda, terceira e quarta posições.
Alex Oliveira e Túlio Maravilha fizeram um mea culpa mas aí já era tarde. Resultado: o clube inteiro foi desmontado e pelas projeções até o momento, deve ficar fora da final do Goianão, pois Goiás e Atlético estão investindo pesado em jogadores de excelente nível. Se bem que o Verdão está querendo contratar o Túlio, que agora é vereador e não acredito que se empenhará em qualquer clube que esteja. Entre outras aberrações em termos de contratação para o ano que vem estão a de Ronaldo Fenômeno no Corinthians e de Marcelinho Carioca no Vasco. Mais: Washington no São Paulo, Adriano Imperador no Flamengo e Richarlyson no Fluminense.
A partir do dia 10 de janeiro as emoções começam novamente. Ah, o meu palpite para a final do Mundial Interclubes é que o Manchester leva esse título.
Musa do Ipatinga.
Escrito por giulianohash às 16h48
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Escrito por giulianohash às 09h18
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A-TLÉ-TI-CO!
Saudações Rubro-Negras a toda
Nação Atleticana!
Escrito por giulianohash às 09h51
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Tudo errado
Saudações terráqueos,
Poderia ter sido de outra forma. Poderia... mas não foi. E pelo jeito, também não será.
Louis Hamilton campeão na penúltima curva, o Goiás entregando alguns jogos e ganhando outros por dinheiro, o Vila Nova não subirá para a primeira divisão a não ser que aconteça um milagre, o Flamengo não será campeão brasileiro e corre o risco de também não ir à Libertadores, e ainda por cima os ‘bambis’ perigam levar o título. Só bebendo!
Por outro lado, faltando apenas 5 rodadas para terminar a Série C, o Dragão da Campininha, se conseguir mais duas vitórias, se sagrará campeão da Terceirona já na décima segunda rodada. E ainda com direito a comemorar o título em casa na última partida. Aí, só bebendo também, só que dessa vez para comemorar! A-TLÉ-TI-CO!

Escrito por giulianohash às 09h40
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RETA FINAL
Saudações Terráqueos,
Depois de um período complicado para os clubes brasileiros por causa da tal “janela” que mutilou muitas equipes, inclusive da série C, os jogadores voltaram a se concentrar nos campeonatos e os petrodólares do Oriente Médio, pelo menos por enquanto, significam apenas um projeto para depois de 7 de dezembro.
A volta à realidade dos jogadores trouxe a bela surpresa do desacreditado Santa Helena, que se sagrou campeão da segunda divisão do Goiano, e junto com a Aparecidense vai disputar junto com Goiás, Vila Nova, Itumbiara e Atlético o título estadual.
Espero que montem desde já excelentes times, porque pelo andar da carruagem, os clubes da capital devem vir com tudo, já que Vila e Atlético correm o risco de irem para as séries A e B respectivamente, e o Goiás, com a pulga atrás da orelha, finalmente terá um projeto de vencer um campeonato nacional. Vejamos.
Dos 16 clubes semifinalistas da série C, o Atlético é o único que participou do octagonal final do campeonato de 2007 e o time que tem a melhor campanha entre todos até agora. Esse favoritismo é dividido com Guarani, Ituiutaba, Brasil de Pelotas e Paysandu. Nessa fase o Dragão enfrenta o Duque da Caxias (RJ), Guaratinguetá (SP) e o Mixto (MT).
Na série B, o Vila Nova encontra-se numa quase confortável segunda colocação, tendo vencer 7 jogos nas 15 rodadas restantes para garantir sua vaga na elite do futebol brasileiro. Teoricamente, uma tarefa fácil, pois até a 30ª rodada o time terá como oponentes mais bem classificados Avaí e Juventude, respectivamente 4º e 9º na tabela.
Na série A, o Goiás consegue manter uma regularidade depois que Hélio dos Anjos reformulou um time apático e sem objetivo e, diferente dos treinadores anteriores, com a vantagem de quase não precisar contratar novos reforços. O cara provou que o que estava faltando no clube era liderança.
Flamengo x São Paulo
O Flamengo terá seu futuro definido no Campeonato Brasileiro ao enfrentar o São Paulo no Morumbi. Num jogo sem favoritos, e independente de ser no Maracanã ou no Morumbi, é certeza de um bom espetáculo. Os times são respectivamente 5º e 6º colocados, e apenas 1 ponto os separa na tabela.
Depois da vitória contra o Grêmio em Porto Alegre e da batalha contra o Figueirense semana passada, o Flamengo mostrou que está com outro espírito depois de ser desfalcado em quatro jogadores e ter o time praticamente desmontado entre julho e agosto, inclusive com o balanço do técnico Caio “Minino” Júnior que, se não fosse por uma manobra do canalha louco Kleber Leite, teria sido mais um a ir para o Qatar.
A verdade é que entre contratações como Vandinho, Marcelinho Paraíba e Fierro deram gás novo ao poder de fogo do Mengão, e junto com a base formada por Juan, Léo Moura, Ronaldo Angelim, Aitorn e o goleiro Bruno. O capitão Fábio Luciano já mandou avisar que o time continua na briga pelo título, e sentencia: “O Grêmio é o líder, mas ainda não pode ser colocado como o campeão. O campeonato pode ter outra equipe chegando bem no fim. É cedo ainda para isso, o Flamengo também está na briga”.

As flamenguistas que me perdoem, mas essa é Alessandra Pinho, uma das três finalistas coloradas a Musa do Brasileirão. Já ganhou!
Escrito por giulianohash às 17h01
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MOMENTO OLÍMPICO
Saudações Terráqueos,
Eu jurei pra mim mesmo que não ia escrever aqui sobre Olimpíadas, até mesmo porque o desempenho dos brasileiros em Pequim tem sido, no mínimo, esquecível. Chamá-los de “pipoqueiros” ou “cavalo paraguaio” é mais que justo. Judô, ginástica olímpica, natação, futebol masculino e feminino e vôlei de praia eram modalidades tidas como certeza de medalhas e mais medalhas.
Tirando as BMX, o fenômeno Michael Phelps e a surpresa do ouro de César Cielo, o melhor de tudo foi constatar que o Galvão Bueno é um tremendo de um pé-frio, a piada infame que “o Brasil foi à China para pegar um bronze”, o fiasco da equipe de ginástica, com direito a cair de bunda e tudo mais, o “sumiço da vara” da atleta Fabiana Murer [e as piadas do KibeLoco sobre tal acontecimento], o caso do cavalo dopado Chupa Chup e a seleção masculina de futebol perdendo a partida e a compostura num atropelo que resultou em 3 a 0 para a Argentina.
No exato momento em que terminava o parágrafo acima tive que dar uma pausa enquanto escrevia esse texto para ver a Maurren Maggi saltar 7,04 m e levar mais uma medalha de ouro. O bom da história dessa garota é o exemplo de superação. Ela ficou dos Jogos Olímpicos de Atenas por causa de uma suspeita de dopping que nunca foi confirmada. Veni, vidi, vici.

Maurren Maggi e o salto que lhe rendeu a medalha de ouro: superação
Então, outros dois momentos que eu consegui assistir na horrível transmissão da Globo, quase me fizeram ir às lágrimas. Também têm a ver com superação e gente que leva o que faz a sério. Duas coisas importantes e meio esquecidas num mundo cada vez mais dominado pelo sistema consumo-descarte-consumo.
O primeiro momento foi a quebra do recorde mundial do salto com vara. A russa Elena Isinbayeva não satisfeita após garantir a medalha de ouro ainda quebrou pela nona vez consecutiva seu próprio recorde dentro de um ano! O segundo momento foi ontem à noite quando a dupla masculina do vôlei de praia Ricardo e Emanuel garantiram o bronze. Após o término da partida, Emanuel deu uma entrevista emocionada ao repórter Bruno Laurence e soltou a seguinte frase: “É bom ser esportista. É muito bom ser esportista!”.
O cara tinha perdido a vaga da final, estava encerrando a sua carreira olímpica tendo que se contentar com uma medalha de bronze mas não se esqueceu do que fez ele chegar até ali. Sem salto alto, na humildade, e só. Se metade da delegação brasileira tivesse esse tipo de atitude em relação ao que fazem da vida, certamente nosso desempenho teria sido melhor.
Para encerrar a entrevista, o repórter lembrou do que o mestre Carlos Drummond de Andrade escreveu quando o Brasil foi eliminado pela Itália no fatídico 3x2 da Copa do Mundo de 1982: “Ganhar, perder, viver.”
Bonito.
Escrito por giulianohash às 11h13
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SÓ BEBENDO!
Saudações Terráqueos,
De alegria, digo que o primeiro turno das séries A e B estão chegando ao fim, a segunda fase da C já começou e a julgar pela rodada do último fim de semana, a impressão que fica é que os times goianos que estão nas séries A, B e C, permanecerão nas séries A, B e C. Isso porque o Goiás não cai, o Vila Nova não sobe e o Atlético, quiçá, terá pernas para disputar uma final na hora que o campeonato apertar de verdade. De alegria mesmo, só as goleadas de 4x0 do Goiás em cima da Portuguesa, outro 4x0 do Vila no Marília e o 4x1 do Dragão da Campininha pra cima do Itumbiara.
Na rodada do meio de semana, o Vila bateu o Barueri fora de casa, o Goiás deu de 2x1 no Flamengo e o Dragão também fez 2x1 em cima do Mixto. Pelo jeito, os times pegaram embalo mesmo.
De tristeza vou citar dois lances. O estouro do motor da Ferrari de Felipe Massa, depois de uma largada brilhante no GP da Hungria de Fórmula 1, a 3 voltas do final, e o jogo sofrível do Flamengo contra o Cruzeiro. Ta certo que o Mengão perdeu o rumo depois que o loucaço Kleber Leite resolver fazer grana com a venda de Marcinho, Renato Augusto e Souza, preferindo ficar com o técnico-que-não-ganha-nada, em detrimento de 3 goleadores de primeira. Tardelli, por sinal, além de não conseguir dar um passe certo, só chutou pra fora e ainda quase consegue uma fratura exposta no antebraço.

Depois que foi pego no escândalo no sítio do goleiro Bruno, e a mulher ameaçou dar uma bica nele, Tardelli nunca mais foi o mesmo. Engraçado que os outros envolvidos mantiveram a qualidade de seu futebol. O time até que deu conta de segurar a virada do Cruzeiro por 2x1 com um jogador a menos e pelo menos mostrou que contratou Vandinho corretamente. Um gol de cabeça daqueles é coisa de craque mesmo. Espero que o Kleber Leite não o negocie em mais um rompante de “brilhantismo” na gana de sanar os cofres vazios da Gávea.
De esperança, só resta esperar que o Flamengo seja derrotado pelo Goiás e o Caio Júnior caia [com trocadilho, por favor], e vá procurar o seu lugar, que é bom dizer, deve ser bem longe dos clubes brasileiros. E a CBF ainda proíbe a galera de beber em estádios. Quer dizer, se o seu time ganha, você não pode comemorar; se perde, não pode afogar as mágoas.
Só bebendo mesmo! Falando em futebol e bebida...
Recentemente todo mundo tem acompanhado os diversos “escândalos” envolvendo a galera do nobre esporte bretão na imprensa esportiva. Aliás, qualquer pessoa que fuja dos padrões de comportamento estabelecidos pela lei de consumo é logo taxado de rebelde e o showbizz dá uma dimensão gigantesca a atitudes corriqueiras de certos atletas. Mas quem gosta de acompanhar o futebol além das narrações chatíssimas de Galvão Bueno e Luís Roberto (clone do Galvão) sabe que a vida dos jogadores de futebol também é “árdua” fora dos campos. Tirando xaropes como Rogério Ceni e Kaká, o mundo do futebol é cheio de personagens que se gostam de se envolver em histórias pra lá de cabeludas.
Por falar em cabeludas, podemos citar o caso Ronaldo e os Travecos, uma baita queimação de filme que merece uma crônica somente sobre este assunto. Tem o Adriano, que enfiou a cara na pinga no exterior, participava de festas de arromba e era freqüentemente visto saindo mamado das boates italianas, e acabou vindo para o Brasil ficar perto da família para se recuperar. Tem o Maradona, um verdadeiro clássico dos escândalos fora das quatro linhas, que gostava tanto do pó que foi fazer um “tratamento” em Cuba para poder cheirar suas taturanas em paz, atirou em repórteres, engordou e voltou à boa forma, foi pego em dopping, fez gol de mão e ainda é amigo de Fidel Castro e Hugo Chávez. Tem o Garrincha, o clássico dos clássicos, que às vezes o treinador tinha que ir buscá-lo direto do puteiro para o campo de futebol, tinha um monte de mulher e deixou um punhado de filhos por aí, inclusive um na Suécia.

Mike Tyson e Maradona no lançamento do filme "Che", no festival de Cannes
Tem o Paulo César Caju, que ganhou tanta grana com futebol no final dos anos 70, enturmou com uma turma de tribalistas franceses, músicos e artistas de cinema, cheirou quase todo o pó da Europa e está aí, firme até hoje. Tem o Casagrande, fã de heavy metal, ídolo do Corinthians e comentarista da Globo, e amigo de longa data das drogas, rachou o carro num poste e hoje está em tratamento por dependência de heroína. Barra pesada. Vamos botar também nesta lista Romário e Edmundo, os bad boys cariocas, e talvez os últimos dos moicanos dos campos brasileiros.

Acima:Junior Marvin, Toquinho,? Abaixo:Jacob Miller, Chico Buarque, Paulo César Caju e Bob Marley
Numa espécie de série B a gente pode colocar pessoas que não mantém uma constância de notícias fora dos campos, mas que queimaram o filme com fatos isolados, como o Neto, ex-jogador do Corinthians e hoje comentarista da Band, que destruiu sua carreira com aquele lance de cuspir no juiz; Marco Antônio Feliciano, campeão do mundo em 1970, com toda sorte de vícios que você pode imaginar, inclusive uma peculiar coleção de óculos escuros, morreu só e pobre; o goleiro colombiano Higuita, que além de fazer defesas acrobáticas era envolvido com ninguém menos que o Cartel de Medelín de Pablo Escobar; o mala Marcelinho Carioca, que dava uma de bonzinho e depois se revelou um tremendo canalha pé de cana; o Viola, que uma vez foi flagrado com uma calibre 12 na porta do condomínio de luxo onde morava sua ex-mulher; Wayne Rooney, do Manchester United, que gosta de curtir uma farra fora das quatro linhas, regada a jogos de azar, bebidas e rock’n roll.
E teve até a história do Ricardo Teixeira ter chamado o Dunga para comandar a seleção brasileira porque precisava de alguém com autoridade para tal cargo, pois recentemente foi revelado o fato de que jogadores bêbados atrapalharam a seleção na Copa da Alemanha. Sem citar nomes, o presidente da CBF revelou que vários jogadores chegaram à concentração entre 4 e 6 horas da manhã completamente chapados. Com certeza nomes como Wagner Love, Robinho e Ronaldinho Gaúcho figuram nessa lista.
Falei aqui de casos mais recentes e alguns casos do passado que deixam a galera de queixo caído até hoje, mas a verdade é que muita gente fala sobre bebida e futebol, além de outros vícios, fato mais que corriqueiro, se você for analisar bem a história dos jogadores, e não dos clubes. Via de regra, esses caras que gostam da farra e do futebol, são verdadeiros gênios com uma bola nos pés, como o caso do próprio Garrincha, considerado por muitos, o melhor de todos.
A verdade é que grandes craques farreiam e são grandes craques do mesmo jeito.
Agora, um figuraça que merece menção honrosa no quesito futebol e bebida, foi aquele juiz da Bielorrúsia, o Serguéi Shmolik, que foi eleito o melhor árbitro do país na temporada passada. O cara foi para o vestiário na hora do intervalo e - segundo informações - tomou nada menos que 10 doses de vodca. E não queria sair do campo, não. Entrou para o segundo tempo como se não tivesse acontecido nada. Quando começou a balançar, disse que estava “com dor nas costas”. Êita nóis… essa dor nas costas deve ter dado uma ressaca danada…
Foi suspenso por tempo indeterminado. Mas a torcida gostou, o juiz saiu do campo sob calorosos aplausos.
Escrito por giulianohash às 17h17
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FLUMINENSE: AGORA É SÉRIE B

É por isso que eu digo, a torcida do Fluminense não é a torcida do Flamengo! Mas também não quero entrar em detalhes a respeito num assunto que não tem cabimento discutir. O lance agora é que o próximo jogo no Serra Dourada será Goiás x Fluminense, dois times em crise e na zona do rebaixamento. Um jogando em casa e tentando mostrar que agora é outro time, depois da chegada de Hélio dos Anjos e o outro precisando levantar a moral para descer do salto que o levou a perder a final da Libertadores em pleno Maracanã.
Outro ponto que achei estranho é que toda vez que um time brasileiro perde uma decisão internacional no Maracanã o fantasma de 1950 retorna à mente dos brasileiros através da imprensa esportiva. Quero ver se em 2014 der uma final Brasil x "qualquer time", e perder a final novamente. Nem quero pensar no que pode acontecer. Talvez o sofrimento seja tanto que o povo até esqueça do Carnaval no ano seguinte.
Para que não sabe a história do que se acostumou a chamar de "tragédia brasileira em mundiais", aqui vai uma versão história, daquelas bem românticas e que não deixam o fantasma de 1950 descansar em paz. A matéria foi escrita por Walter Ghizzoni Júnior, aluno do 6 período de jornalismo da Uniube. [http://www.revelacaoonline.uniube.br]. O texto do Wagner serve para mostrar o preço que se paga pelo “oba-oba” e já ganhou”.
“Tristemente inesquecível
O dia era o 16 de julho. O local, o Maracanã, estádio construído especialmente para a disputa da Copa do Mundo. A previsão, uma festa para comemorar o primeiro título do Brasil em um Mundial. A realidade, a maior tragédia já registrada na história do futebol. A derrota para o Uruguai na final da Copa de 50 está gravada para sempre na memória dos brasileiros. Até quem não era vivo na época sabe o que representou aquele jogo.
Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo deixou de ser disputada entre 1938 e 1950. Em 1946, um ano depois de a Guerra acabar, a Fifa decidiu realizar a próxima Copa no Brasil, escolhido por querer sediar o evento e por não ter sofrido abalos com a Guerra.
Mais do que um campeonato de futebol, a Copa de 1950 foi um marco. O mundo se recuperava do colapso da Guerra. As pessoas procuravam encontrar um caminho após a destruição, e o futebol serviu como prova de que as coisas poderiam voltar ao normal.
O Maracanã foi construído especialmente para a realização da Copa. Na abertura, mais de 80 mil pessoas pagaram para ver o Brasil golear o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir Menezes, um de Jair Rosa Pinto e outro de Baltazar. Era o começo de uma campanha brilhante no Brasil. Até chegar a Final, a Seleção ainda goleou a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6x1.
A última partida não foi exatamente uma final, já que o regulamento previa um quadrangular decisivo. Mas, por coincidência, Uruguai e Brasil se enfrentaram na última rodada, e só os dois tinham condições de lutar pelo título. O Brasil jogava pelo empate. Nos dias que antecederam o jogo, já se festejava a conquista. Os próprios jogadores se deixaram levar pelo clima de "já ganhou" de dirigentes e torcedores. Um jornal carioca chegou a publicar, na véspera do jogo, a manchete "Estes são os campeões do Mundo', com a foto do escrete brasileiro.
Melhor para o Uruguai. O capitão Obdulio Varela comprou vários exemplares deste jornal e forrou o vestiário do time. Incentivou os jogadores a não aceitarem serem meros coadjuvantes. Mais de 170 mil pessoas presenciaram o jogo no Maracanã (fontes não oficiais afirmam ter sido mais de 200 mil). Em campo, o Brasil saiu na frente, gol do são-paulino Friaça no comecinho do segundo tempo. Calmamente, Varela pegou a bola no fundo das redes e caminhou lentamente até o meio campo, incentivando os companheiros, enquanto a arquibancada comemorava.
Aos 21 minutos, Schiafino empatou. O resultado ainda dava o título ao Brasil, mas o Maracanã se calou. Faltando dez minutos para o jogo acabar, Gighia recebeu uma bola nas costas de Bigode e, da entrada da área, ameaçou cruzar. Mas chutou direto, entre a trave e o goleiro Barbosa, que teria falhado e por isso foi eternamente crucificado.
Ao fim do jogo, os jogadores brasileiros se dirigiram chorando aos vesiários. Os torcedores continuaram sentados, sem saber o que fazer. Jules Rimet entregou a taça que leva seu nome ao capitão Varela, deu um aperto de mão e um "Parabéns"sem graça e saiu. Os uruguaios nem deram a volta olímpica. Se abraçaram e saíram. Não havia menor clima para festa. O Maracanã parecia um velório gigante.”
Escrito por giulianohash às 14h20
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VOADORAS, TRAPAÇAS E APATIA
Saudações Terráqueos, após algum tempo viajando por outras galáxias retorno à Terra, para trazer um pouco de alegria para essa gente sofrida e que gosta de futebol. A intenção da coluna esportiva é sair uma vez por semana, ao final de cada rodada, mas é que essas duas últimas semanas foram simplesmente emocionantes no mundo da bola. Vamos esperar para ver o que vai rolar na rodada nessa próxima semana, que promete virar de cabeça para baixo o futebol mundial. Digo mundial por causa da Eurocopa [só jogão]. Um palpite: a exemplo da última Copa, na Alemanha, o próximo campeão mundial também sairá do Velho Mundo.
Gabi. Candidata a musa do Brasileirão. Se depender da nossa torcida, já é campeã.
Com exceção do Dragão da Campininha [que ainda não fez sua estréia contra o Águia Negra na série C], os times goianos andam numa gangorra danada. O Vila Nova, que chegou a ficar em 3º na classificação, em seguida disputou 6 seis pontos e ganhou apenas 1. Se perder o próximo jogo contra o Criciúma vai entrar em crise. Já que eu toquei no assunto crise, o Goiás conseguiu pelo menos ver uma luz no fim do túnel depois de mandar uma pá de gente embora e da ressurreição de Hélio dos Anjos na Serrinha. Técnico “responsa”, com pinta de sério e que levou a Arábia Saudita a vice-campeã da Copa da Ásia do ano passado. Primeiro jogo com o cara no comando: 4 a 1 em cima do Santos.
O STJD sentenciou o Goiás na perda do mando de campo por dois jogos, por causa dos objetos que foram atirados nos jogadores na derrota por 3 a 0 contra o Grêmio. Os próximos jogos da “mochezada” são contra o Vitória e o Fluminense. Se perder esses jogos, a luz no fim do túnel some novamente. Falando em Fluminense, o time terá que repetir o feito do Nacional de Medelin em 1989, e tirar a diferença de 2 gols e tentar levantar a taça nos pênaltis. Enquanto isso, o clube amarga a lanterna do Brasileirão confiante que vai levar a Taça Libertadores. Se perder o jogo contra a LDU na quarta-feira que vem, pode ter certeza que é Série B, porque até que o Renato Gaúcho merece esse título, mas isso vai servir de lição que é sempre bom evitar o salto alto.
Tabajara Futebol Clube
Já que eu também toquei no assunto salto alto, os REIS DO SALTO ALTO andam a 3 jogos sem ganhar. Perdeu pra Venezuela, para o Paraguai e empatou com a Argentina. O técnico Dunga, como sempre, resolveu achar os culpados para o péssimo desempenho que a seleção canarinho vem apresentando nos últimos dois anos. Depois de culpar o estrelismo, a imprensa esportiva e a bola, agora a culpa é da Globo [hahahahahahahaha]. Sim, esse é o jeito Dunga de ver a vida. Sempre precisando de inimigos e culpados para os seus erros. Acho que ele deve ter aprendido com o Barrichello quando estava na Ferrari. Lembram que a culpa sempre era do carro ou dos mecânicos?
Para te falar a verdade, eu queria ver o que ia acontecer se o Brasil não se classificasse para a Copa do Mundo da África do Sul. Choro e desespero. Agora, num momento em que todo mundo está celebrando o primeiro título mundial do Brasil em 1958, e lembrar de nomes como Vavá, Nilton Santos, Garrincha e Pelé além de se sagrarem campeões do mundo ainda pegaram um monte de suecas, olhar para essa seleção é de chorar mesmo.
Então, para lembrar quando assistir jogo da seleção era mais emocionante que ver a disputa do Grupo de Acesso para a Série A do Goianão, garimpei alguns momentos clássicos do escrete canarinho contra os nossos rivais mais clássicos: a Argentina.
A história
A rivalidade teve início em 1925, quando apenas três países disputaram o Campeonato Sul-Americano, realizado na Argentina. Além do anfitrião, só Brasil e Paraguai aceitaram participar. Como os paraguaios perderam seus quatro jogos, argentinos e brasileiros decidiram o título na última rodada, no dia de Natal. O Brasil abriu 2 a 0, gols de Friedenreich e Nilo. Mas a disputa não acabou bem.

O estádio do Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro estava totalmente lotado: jogavam Brasil x Argentina.
Ali compareceu a fina flor da sociedade carioca, para presenciar a decisão do Campeonato Sulamericano de Futebol do ano.
Na "Enciclopédia da Seleção", de Ivan Soter, há um relato de que Friedenreich e o argentino Muttis se agrediram, iniciando um briga generalizada no campo de Barracas. "A mutidão invadiu o gramado aos gritos de macaquitos e meteu pau nos jogadores brasileiros. Por causa disso, houve passeatas na Avenida Rio Branco (Rio) contra a Argentina, e o Itamarati chegou à conclusão que o futebol não aproximava os povos", escreveu Mário Filho [ele mesmo, que deu nome ao Maracanã] no livro "O negro no futebol brasileiro". Resultado final: empate por 2 a 2, título platino.
O hiato de 12 anos sem duelos não serviu para acabar com os ressentimentos. A briga de 1925 já tinha tomado outras proporções, épicas até. Em 1937, Brasil e Argentina precisaram de um jogo extra, marcado para 1º de fevereiro, para decidir o título sul-americano. Os jornais brasileiros da época relatavam que os jogadores nacionais foram agredidos em Buenos Aires por adversários, torcedores e até por policiais argentinos. O time nacional tentou abandonar o campo, mas os acessos aos vestiários do estádio do San Lorenzo foram fechados. Sem saída, os brasileiros continuaram em campo e perderam por 2 a 0 na prorrogação. Mais um incidente e outros dois anos sem confrontos.
Os dois países somente voltariam a se reencontrar em um campo de futebol em 1939. A Argentina, como potência sul-americana da época, mostrou sua força e goleou o Brasil por 5 a 1 em São Januário. Primeira derrota do Brasil em casa para uma seleção estrangeira. O empate servia para os visitantes no próximo jogo, que foi marcado pela confusão, pois se desde aquela época já rolavam os rififis nos jogos, porque não reclamar do juiz e as penalidades marcadas? Pois é, os argentinos ficaram irritados com a marcação de um penâlti, protestaram, foram agredidos por policiais brasileiros e abandonaram o campo. Sim, o outro lado da moeda. Mesmo assim, o pênalti foi cobrado. Perácio acertou o gol vazio, e o Brasil venceu por 3 a 2.
Era preciso acalmar os ânimos, e o campeão só seria conhecido em fevereiro de 1940. Nova confusão. Desta vez no Palestra Itália. Outro pênalti polêmico nos minutos finais, quando a Argentina vencia por 1 a 0. O jornal Globo Sportivo de 22 de fevereiro mostra que o juiz brasileiro José Ferreira Lemos marcou a penalidade máxima e voltou atrás diante dos protestos argentinos, marcando falta fora da área. E tornou a mudar de posição, pressionado pelos compatriotas, apontando a marca fatal. Os argentinos ameaçaram deixar o campo, mas ficaram. Leônidas cobrou e empatou. Na prorrogação, novo empate de 1 a 1. Sete dias depois, no mesmo local, o Argentina fez 3 a 0 e ficou com a Copa Roca.
Em 1946, o filme se repete. Nova confusão marca o duelo [sim, nessas alturas qualquer jogo entre as duas seleções não podia ter outra conotação] entre brasileiros e argentinos na final de outro Sul-americano, em Buenos Aires. Antes da partida decisiva, o zagueiro Battagliero, que fraturou a perna em disputa com Ademir de Menezes em confronto no Rio um ano antes, 'desfilou' no estádio do River Plate em uma maca, exaltando os ânimos dos torcedores. E para piorar, ainda no primeiro tempo, em uma disputa de bola com Jair Rosa Pinto, o argentino Salomón também quebrou a perna. Torcedores e policiais invadiram o campo. Na briga, Chico chegou a ficar desacordado. Após 75 minutos de paralisação, o jogo foi retomado, e os brasileiros perderam por 2 a 0. O grave incidente contribuiu para a Argentina se recusar a disputar a Copa do 50, no Brasil
Atualmente...
Bem, na história das Copas não é só o primeiro título do Brasil na Suécia que o povo anda relembrando não. Os detalhes da história de que a Argentina havia se beneficiado no jogo contra o Peru na Copa de 1978, tirando a chance de classificação do Brasil para a final, estão vindo à tona, e João Havelange se defende dizendo que “em 78 não houve armação, mas em 1966 e 1964 sim”. Não sei não, mas se olharmos para trás, a rivalidade entre as duas seleções permite tudo, até o jogo sujo dos hermanos com a água batizada que deram para o Dunga e o Branco na Copa de 1990.
Em 1982, o confronto que não se realizou quatro anos antes aconteceu, e a seleção de Zico, Socrátes e Falcão superou o time do jovem Maradona por 3 a 1, eliminando os rivais do torneio. Com 22 anos, o 10 argentino perdeu a esportiva quando viu o jogo perdido, agrediu Batista com uma voadora e foi expulso. Ah tá, agora eu descobri de quem foi a idéia de batizar a água em 1990.
Provavelmente a última confusão entre as duas seleções
Campeão mundial em 1994 e 2002 na Copa da Nike, o Brasil chegou para a disputa da Copa América de 2004, no Peru, com um time B. Os “principais nomes” [Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Kaká] foram poupados, e o time foi à final como azarão diante de quem? Isso mesmo! Uma Argentina praticamente completa. O primeiro tempo terminou empatado por 1 a 1 com gols Killy Gonzalez e Luizão. Aos 42 minutos do segundo tempo, Delgado colocou a Argentina em vantagem. Mas Adriano, nos acréscimos, empatou. A decisão foi para os pênaltis. D'Alessandro e Heinze perderam suas cobranças. Os brasileiros converteram todas e comemoram mais um título.
Depois do jogo apático da semana passada entre as duas seleções sem gols, sem expulsões nem voadoras, me lembrei da final da Copa das Confederações na Alemanha, em 2005, quando os representantes sul-americanos decidiram mais um título. O Brasil goleou o rival por 4 a 1 em 29 de junho, animando a torcida para a pífia campanha do Mundial no ano seguinte. Para muitos analistas do esporte, esta foi a última exibição de gala entre Brasil e Argentina, fato lamentável para duas equipes que juntas somam 7 títulos mundiais e tem os dois melhores jogadores da história do futebol.
Escrito por giulianohash às 09h53
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DE BEM COM A BOLA
Candidata a musa do Flamengo 2008
Depois de uma quarta rodada insossa, os jogos do Campeonato Brasileiro desse final de semana foram de arrebentar! Começando pelo Flamengo, time do coração, que além de enfiar 5 a 1 em cima do Figueirense, de quebra chegou à liderança do campeonato. Se deixar tomar gosto... Mesmo assim é melhor esperar, pois o técnico-menino Caio Júnior é desse jeito mesmo, leva os times pra final e depois morre na praia.
As polêmicas com a arbitragem e o blá blá blá de sempre se tornaram recorrentes para justificar derrotas e outras falhas. O Palmeiras perdeu para o time reserva do Sport, fato que deve ter deixado o Corinthians com a pulga atrás da orelha para o jogo de quarta-feira, contra o time titular do Recife. O Vasco mais uma vez levou a pior contra o Cruzeiro. Os especialistas afirmam que o juiz errou, mas agora não adianta mais chorar, os 3 pontos já foram contabilizados para o time mineiro.
Já o Goiás..., quanto sofrimento para o torcedor esmeraldino. Sem comentários. Deve estar procurando o caminho de volta para Goiânia até agora. Na porta da sede do clube hoje de manhã estavam pichadas as frases “Harlei aposenta” e “Ramalho vai morrer”. Como sempre, a diretoria não tomou providências em tempo certo e a mochezada já pode ir se preparando para torcer para o time na Série B em 2009.
Falando em Série B, a galera do Vila Nova está nas nuvens. O ídolo Túlio Maravilha voltou a marcar e levou o time à vitória contra o América-RN sábado á noite: 3 a 2. Três gols do artilheiro, que completou 841 tentos e ainda por cima se tornou o maior artilheiro dos Campeonatos brasileiros, contando as séries A, B e C, passando o ídolo vascaíno Roberto Dinamite. O Vila Nova agora está em terceiro lugar na competição e a julgar pelos próximos desafios, o time deve se manter entre os quatro primeiros nas próximas rodadas, pois tem pela frente o Avaí fora de casa e Juventude e Criciúma no Serra Dourada.
Enquanto espera para estrear contra o Águia Negra/MS dia 6 de julho, o Atlético-GO se concentra nos amistosos com times do calibre “pra lá de migué”. Trouxe o Tupi para um jogo no Antonio Accioly e ainda teve a cara-de-pau de cobrar R$ 10 dos torcedores. Desse jeito não tem torcida que cresça! Vai acontecer a mesma coisa da Série C do ano passado e do Campeonato Goiano 2008:o preço dos ingressos que o Atlético pratica espanta os torcedores do clube dos estádios.
Enquanto isso, na sala de justiça, deve imperar o “bom mocismo farsante” no futebol, em que os jogadores não podem mais expressar sua indignação quando o seu time está perdendo de 3 a 0 e ele ainda é expulso, como foi o caso do Botafogo [se bem que este time tem se revelado um verdadeiro chorão de uns tempos pra cá]. Para lembrar ao nobre leitor que futebol é mais coração do que razão, reedito aqui um dos lances mais ‘cafas’, quiçá a maior feiúra, já protagonizada em nome do amor ao nobre esporte.
“Testemunha da Copa da Suíça, o jornalista Sandro Moreyra relatou com bom humor o maior papelão da história do futebol brasileiro. Logo que a chave das quartas-de-final apontou o temível time de Puskas como adversário do Brasil, o supervisor da delegação, Luiz Vinhais, entrou pela concentração agarrado a uma enorme bandeira brasileira e fez uma patriótica exortação aos jogadores. Eles entraram em campo com os nervos em frangalhos. Em um jogo tumultuado [Nilton Santos e Humberto foram expulsos], acabaram perdendo de 4 a 2 e eliminados. No final, Czibor, ponteiro húngaro, ao se dirigir a Maurinho para cumprimentá-lo, foi cuspido no rosto. Depois, o técnico Zezé Moreira deu com uma chuteira na cabeça do vice-ministro dos Esportes da Hungria. No vestiário, Luiz Vinhais propôs que todos cantassem o Hino Nacional, mas a maioria não sabia a letra. No Brasil, populares marcharam para apedrejar a Embaixada da Suíça, mas, por um lamentável equívoco, quebraram as vidraças da Embaixada da Suécia. O Itamaraty apresentou desculpas. Mas não pagou os vidros.”
Escrito por giulianohash às 14h34
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UH! É SÉRIE B
Há um ano, o Goiás Esporte Clube enfrentava um caos danado com a história da saída do Raimundo Queiroz. O Edminho fez cena e junto com o Pedro Lerdeza Goulart tentou queimar o filme do Raimundo e tudo... Não deu certo. Aproveitando a confusão para não ter que divulgar o resultado da auditoria para a imprensa e a para a torcida, a certa altura do campeonato o presidente de honra do clube, Hailé Pinheiro, declarou: “O resultado da auditoria interessa somente aos sócios do Goiás”. Foi um tiro no pé.
Dali em diante, uma sucessão de erros e crises internas acometeu o clube. Brigas entre os jogadores, panelinha para derrubar jogador, panelinha para derrubar técnico, um quase rebaixamento que só não se concretizou porque o Grêmio e o Inter estavam com o Corinthians atravessado na garganta havia tempo... um campeonato goiano capenga organizado para o clube ganhar, mas o Zé Gomes (prefeito de Itumbiara) não deixou, uma tentativa frustrada de ganhar o campeonato no tapetão e o maior erro de todos, cometido um atrás do outro: as contratações de jogadores que estão na reserva da reserva dos times grandes. Isso sem falar que depois do Geninho, só passaram pela Serrinha técnicos marca “tabajara”, que chegam ao clube, ganham uma grana preta e vazam, pois não tem compromisso de ganhar campeonato.
Essa semana, além do Pedro Lerdeza ter ido pro sul atrás de mais jogadores da reserva do Inter, boatos fortíssimos tem rolado na imprensa goiana de que a diretoria técnica inteira do Goiás ta pensando em deixar o clube. Em estádio eles já não vão mesmo, só falta agora abandonar a sede.
Na época da crise no ano passado, eu cursava a disciplina Jornalismo Esportivo na faculdade. Quando eu fui escrever a matéria, pensei que o momento porque o Goiás estava passando era o fim de processo que já vinha se arrastando por dois anos. Ledo engano. Um ano depois percebo que aquele momento era só o começo do que está acontecendo agora, e pode ter como resultado final aquilo que está escrito desde o ano passado no futuro do clube: Série B.
Como eu sou ATLETICANO e gosto de ver o clima pegar fogo na Serrinha, reproduzi abaixo a matéria que eu fiz há um ano. Quem gosta de futebol vai entender que a crise no Goiás ainda vai durar um bom tempo.
“Cai a máscara
A nação esmeraldina começa a entender porque o Goiás não consegue chegar a um título nacional
Giuliano Cabral
O Goiás enfrenta uma crise financeira que resulta dos compromissos assumidos pelo clube nos últimos 12 anos, que se agravou com as duas administrações seguidas de Raimundo Queiroz, o que resultou, após a sua saída, em uma auditoria que tinha como objetivo verificar o tamanho do rombo, estimado entre 16 e 19 milhões.
Entre as acusações do vice-presidente de futebol do Goiás Edmo Pinheiro ao ex-presidente Raimundo Queiroz divulgadas pela imprensa esportiva goiana, o Presidente do Conselho Deliberativo Hailé Pinheiro resolveu não divulgar o resultado para a imprensa. Para ele, esses dados interessam “somente aos sócios do Goiás”.
Queiroz alega ter encontrado um rombo de 9 milhões quando chegou à sua primeira administração, dívida que vinha crescendo desde o final da década de 1980. De qualquer maneira e aproveitando as especulações sobre seu destino, o clube optou por não revelar o resultado da auditoria.
Ponto crítico
Para entender a crise que tomou conta do Goiás durante o primeiro semestre de 2007, a análise passa por diversos fatores que influenciaram na atual fase por que o time passa. Uma bola de neve que vem crescendo desde o final da década de 1980. Fora o aspecto financeiro, o Goiás se revelou nesse ano um time sem projeto de vencer campeonatos, com conflitos internos entre jogadores veteranos e as estrelas de renome nacional, e uma torcida insatisfeita com o desempenho do time tanto nos campeonatos regionais quanto nos nacionais, como as campanhas medíocres no Campeonato Goiano e da Copa do Brasil. Para um time que se intitula o maior do Centro-Oeste é pouco.
Num primeiro momento relutante em relação à idéia de reeleição, ao constatar o déficit nas finanças que começava a ficar sério, Raimundo Queiroz atribuiu o problema à administração de João Fogueteiro, seu antecessor. Como resultado do problema de caixa o Goiás vendeu Rodrigo Tabata e mais 50% do passe de André Leone para entregar o caixa de sua administração em dia. Houve também, na época, um acordo mensal de 100 mil reais com a empresa de petróleo Luppi para sustentar as categorias de base.
Como o Goiás é uma empresa particular e tem seu próprio estatuto, as dívidas hoje são atribuídas aos diversos presidentes que passaram pelo clube desde a década de 1990. Acredita-se hoje que todos os dirigentes foram deixando números negativos a serem saldados pelos seus sucessores. A culpa caiu em cima de Raimundo Queiroz pelo fato da convocação do Conselho e a mudança no estatuto do time, culminado na sua reeleição. Para quem tem renda praticamente do Campeonato Brasileiro, é de se entender que o clube trabalha pelo menos cinco meses ao ano no limite.
Para Rafael Gabardo, ex-apresentador do programa A Hora da Força, na Rádio 730, e integrante da torcida organizada Força Jovem, um dos motivos da crise no clube vem da “sucessão de erros que geraram dívidas a instantâneo, médio e longo prazo, que precisam ser honradas. A atual diretoria pegou o Goiás numa situação de quase-crise e não assume isso. Muitas coisas das administrações passadas são obscuras”.
Entre uma acusação e outra, quem está tendo o maior trabalho é Hailé Pinheiro, que tenta acalmar os ânimos da atual e antiga diretoria. Há pouco tempo, Edmo Pinheiro, foi a uma rádio da capital e criticou duramente a gestão de Raimundo Queiroz, pois as suspeitas indicavam fraudes nas finanças do clube na gestão do último dirigente esmeraldino. O ex-presidente foi à televisão, deu suas explicações e ficou por isso mesmo.
Pulo do gato
Durante sua administração, Raimundo Queiroz colocou seu filho, Igor Queiroz, como procurador de boa parte do elenco do clube. “Raimundo tentou perpetuar a fórmula de buscar jogadores no Nordeste e no interior do país. Como deu certo com marquinhos, Josué e Marabá, ele insistiu na idéia”, afirma Rafael Gobardo.
As críticas partem dessa relação de Igor Queiroz como olheiro e procurador de jogadores para fazer dinheiro no clube. “Ao invés de investir num jogador de grande porte, ele resolveu investir no pequeno. Esses jogadores vieram enquanto pequenos, então o Goiás revelou, vendeu e fez grana com esses caras”, completa Rafael.
Como foi uma prática que deu certo no primeiro mandato de Raimundo, resolveram repetir a fórmula no segundo. Só que contratações equivocadas como Diego e Johnson, Dodô e Jardel, de problemas de saúde como o de Fabrício Carvalho e da indisciplina de jogadores como Welliton, o Goiás passou a ter um gasto maior que a receita com seus jogadores.
Para um clube que tem um custo de um milhão de reais por mês era de se esperar que em algum momento a bomba estouraria. Como empresa, o Goiás tem dívidas que precisa saldar, como os salários dos jogadores e os custos de estrutura. Como o Campeonato Goiano em cinco meses não rende isso, e o clube não vendeu jogadores como de costume, o jeito foi esperar pelo Brasileirão.
Mesmo assim, o clube não se tornou impraticável. O Goiás conta com o patrocínio da Puma e da Fiat, além de ter contado até pouco tempo com um técnico do gabarito de Geninho e jogadores como Petkovic e André Leone no elenco. No sufoco e com o time trabalhando no vermelho durante seis meses, o Goiás tem suado a camisa para conseguir honrar as dívidas a longo prazo, que são os contratos.
Falta de projeto
Além dos problemas internos por que tem passado atualmente com o seu elenco, o Goiás revelou ainda que é um time que não tem projeto para vencer os campeonatos que disputa. O clube sentiu na pele os efeitos da falta de planejamento e começa a organizar a casa após as derrotas no Campeonato Goiano, da vergonha na Copa do Brasil, ao perder para o Bahia no Serra Dourada, e de um começo capenga no Brasileirão.
Após passar também pelas turbulentas saídas de Petkovic e Geninho, o departamento de futebol do clube colocou à disposição seis jogadores para negociação. Marcinho, Johnson, Cleber Goiano, Aldo, Fabiano e Romerito ficaram treinando separados do elenco principal à espera da reintegração em outros times do país. Na semana passada, Aldo e Johnson foram emprestados no esquema dois por um, em troca de Harison, do União Leiria de Portugal.
A prática de revelar e vender jogadores e não formar uma base sólida para disputar os campeonatos é um problema que irrita torcedores. Para Rafael Gobardo “o melhor do Vila Nova quer jogar no Goiás para chegar num time como o São Paulo. Nós vamos sempre tirar os melhores jogadores do Atlético, do Vila, e o São Paulo sempre vai tirar os jogadores do Goiás. Sabe o que é o Goiás a nível nacional? Uma vitrine, nada mais do que isso, apenas uma vitrine”.
Então, dos problemas de um time que garganteia todos os anos que é o maior do Centro-Oeste, que tem a melhor estrutura, e leva o Campeonato Goiano como um preparatório para o Brasileiro, parece que o menor deles é o financeiro. Com uma posição cômoda no Campeonato Brasileiro, entre uma negociata e outra e a falta de projeto do clube, o time deixa a impressão que ganha um grande título a hora que quiser.”
Escrito por giulianohash às 17h39
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